quinta-feira, 11 de abril de 2013

A perda do interesse sexual com a chegada da menopausa



É normal perder o interesse sexual?
O que você tem a me dizer sobre isso?
Essa é uma pergunta que costumo ouvir frequentemente.
Algumas pessoas fazem este tipo de pergunta só por curiosidade mesmo. Já outras têm interesse real em saber porque estão vivendo uma situação semelhante ou por conviverem de perto com alguém que está.
A sexualidade faz parte do bom funcionamento do nosso organismo e a nossa perda de interesse pode indicar algum problema de saúde! Sabia?
Isso mesmo! Doenças como a hipertensão e o diabetes podem, sim, interferir na função sexual e isso pode ser um sinal de alerta.
É claro que com o passar dos anos, a forma como nos interessamos pelo sexo vai mudando, se adaptando. Também as mulheres tem necessidades sexuais diferentes umas das outras.
Isso quer dizer que, habitualmente, mas não obrigatoriamente, uma mulher na faixa dos 20 anos tem uma necessidade de frequência sexual bem maior que na faixa dos cinquenta anos. Esta, por sua vez, parece se preocupar mais com o afeto para iniciar o ato sexual.

O sexo apenas como busca pelo prazer dissociada do afeto não é uma ação típica das mulheres, apesar de cada vez mais esta bandeira ser defendida pelos grupos mais jovens.
Por falar nisso, a falta de afeto é um fator muito associado a perda do desejo sexual na fase da menopausa. 
A mulher convive há muitos anos com seu parceiro. Se a relação vem se desgastando, com perda de gentilezas e aumento das discussões, há uma grande chance deste parceiro não ser mais tolerado. Por outro lado, se a relação é dotada de companheirismo ao longo dos anos, a tendência é o sexo só melhorar a cumplicidade do casal. Esta é a realidade que vejo acontecer no dia a dia do consultório.
Agora, quando o relacionamento é bom e mesmo assim o desinteresse surge, temos que investigar as doenças.

O sexo também é um fator de proteção para o organismo.Quanto mais relações sexuais, mais aptos os genitais se apresentam. Quer dizer que a secura vaginal é mais pronunciada naquelas que evitam o sexo ou têm poucas relações sexuais. Já as que se mantêm ativas têm melhor lubrificação e mucosa da vagina mais espessa. Então o ato sexual é uma proteção para os órgãos genitais e para o organismo como um todo.

Quando a depressão abate as pessoas nessa fase da vida, a mulher, que está aposentada ou nunca trabalhou fora, de repente se sente sem nenhuma função porque os filhos casaram ou foram morar sozinhos. O marido continua ativo ou não demonstra interesse por ela. Tudo isso somado faz com que perca o entusiasmo pelo sexo. 


Melhorar seu estado de humor é fundamental para reverter esse processo.

Hoje, a mulher tem várias opções para entrar numa menopausa mais tranquila. O ginecologista pode ajudar a evitar que os sintomas sejam acentuados e tragam muito desconforto.

A vida sexual não deve terminar nunca. Ela deve continuar existindo, durante toda vida, claro que com as características próprias de cada fase, como acontece com qualquer outra função vital.

Uma causa muito frequente que pode  interferir na função sexual, é a depressão, mas existem outras. 

Dificuldade de ereção nos homens pode ser provocada por diabetes, hipertensão ou uso de medicamentos como antidepressivos e anti-hipertensivos. 

Atrás de um problema sexual pode estar camuflado outro problema de saúde que merece tratamento. 

Dra Carmita Abdo (grupo de sexualidade do Instituto de Psiquiatria da Universidade São Paulo) Costuma dizer que o desempenho sexual é um marcador de saúde : "Se o desempenho está bom, a saúde está boa. Se ele deixa a desejar, é importante consultar um médico para avaliação do estado físico e psíquico da pessoa."