quinta-feira, 10 de maio de 2012

Maus hábitos podem causar infertilidade

Oi gente!
Os alunos do curso de jornalismo da Universidade Metodista produziram uma reportagem para o RROnline, e eu contribuí para matéria através da entrevista com a jornalista Ranny Oliveira.
Ficou muito bom e eu divido com vocês.

Maus hábitos de saúde podem causar infertilidade



Estudo afirma que qualidade de vida interfere no processo de fecundação



RANNY OLIVEIRA*

Especial para o RROnline

Dados da pesquisa realizada pelo grupo Procreanat de especialistas em fertilidade, aponta que maus hábitos de saúde como: tabaco, stress, álcool, e consumo de antidepressivos, podem contribuir para a infertilidade. O estudo avaliou 348 casais que recorreram a tratamentos de reprodução em 43 departamentos franceses, e constatou que todos consumiam mais álcool e tabaco do que a média da população.

De acordo com a ginecologista Maria Luiza Campos (35), os maus hábitos de saúde interferem na qualidade e número de espermatozóides, e também no tamanho dos óvulos. A doutora ressalta que além de tratamentos especializados, uma boa qualidade de vida também é importante para combater a infertilidade. “Todas as soluções que contribuem para melhora da saúde em geral, e do bem estar, como exercícios regulares, alimentação saudável, e sem nenhum vício, contribuem também para saúde dos ovários”, diz.



O Centro de Reprodução Humana da faculdade de medicina do ABC, Ideia Fértil, localizado em Santo André, oferece tratamentos especializados para casos de infertilidade. São tratamentos de reprodução assistida como inseminação intrauterina e fertilização in vitro. O Ideia Fértil possui o intuito de ajudar casais de baixa renda a terem filhos, assim oferecendo custos mais baixos para os tratamentos.

Segundo o médico e presidente do instituto, Caio Parente Barbosa (53), o tratamento inicia- se com uma pesquisa básica, onde são feito exames como o espérmograma, para avaliar os espermatozoides do homem, e também uma avaliação anatômica e funcional, onde são analisadas as trompas e útero da mulher. “Primeiramente é preciso avaliar os motivos que dificultam a fecundação, para assim direcionarmos para o tratamento adequado”, afirma Dr.Barbosa.

O tratamento leva em média de dois a três meses para ser iniciado, e sem tempo determinado de duração, pois varia muito dependendo do caso. O valor investido é de aproximadamente 6 mil reais. Ainda de acordo com o presidente Barbosa, o instituto também oferece tratamentos gratuitos para portadores com câncer. “Não é preciso nenhum encaminhamento, a paciente deve nos procurar e de imediato iniciar o tratamento”, afirma.

A professora Antônia Rodrigues de Araújo (37) diz que iniciou seu tratamento de fertilização aos 21 anos de idade, após ser atendida por vários médicos e não obter nenhum resultado. ”Fiz o tratamento na Unicamp, onde fiquei internada durante 5 horas para receber 16 injeções de hormônios, pois nos meus exames foi constatado desequilíbrio hormonal. Só depois disso que consegui engravidar”, afirma Antônia.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista

Nenhum comentário: