quinta-feira, 21 de julho de 2011

Miomas: Como tratar?

Algumas mulheres que vão em busca de seus exames anuais de rotina no ginecologista se deparam com diagnóstico de mioma uterino e, muitas vezes, com a proposta de retirada do útero como tratamento. Ficam surpreendidas pois até então, muitas vezes, não sentiam nada.


É claro que o mioma pode dar ou não sintomas, dependendo de onde está localizado( externo, dentro do músculo, ou interno),da quantidade de nódulos e de seu tamanho e do tamanho total do útero. E estes sintomas podem ser

• Irregularidade menstrual,

• O aumento do volume uterino freqüentemente leva a aumento da pressão

pélvica, relacionada a dor e

• Compressão de outras estruturas como reto e bexiga, causando obstipação e incontinência urinária.

• Complicações durante a gestação e infertilidade também podem estar relacionadas ao quadro clínico.

O mioma é um crescimento da massa muscular, de forma irregular e circunscrita, ao redor de seu próprio eixo, destacando-se da estrutura que o originou ( no caso- musculatura do útero), configurando assim um nódulo ou tumoração, que não tem características invasoras, portanto,sendo benigno.

Nem todo mioma precisa ser tratado. Existem alguns critérios que vão definir a necessidade de intervenção sobre ele:

• mulheres assintomáticas, independente do volume uterino, devem ter conduta expectante;

• quando o volume uterino ultrapassar 300ml, pode considerar iniciar tratamento, independente dos sintomas, devido ao risco de degeneração e alteração da anatomia;

• quando existem sintomas de dor, ou sangramento, que melhoram com medicação, o tratamento deve ser clínico: inicialmente se usa antiinflamatório não hormonal, anticoncepcional oral, progesterona e análogo do GnRH.

• às mulheres com estes mesmos sintomas e que não obtém melhora com medicação deve ser oferecido tratamento cirúrgico que pode ser

o histerectomia

o embolização

o análogo do GnRH com posterior miomectomia

o miomectomia ( por histeroscopia, laparoscopia ou laparotomia, dependendo da localização)

• mulheres que desejam engravidar e têm sintomas, podem ser tratadas com análogo do GnRH e ou com miomectomia;

• a alteração da fertilidade pode ocorrer por dificuldade da implantação quando há deformidade do endométrio pelo mioma, principalmente quando este mioma passa de 5 cm, e neste caso, também pode ser tratado com análogo e – ou miomectomia.

Estes são os critérios que o seu médico deve considerar, de acordo com as orientações da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, quando estiver com o diagnóstico de mioma para conduzir.
Mais informações http://www.febrasgo.org.br/arquivos/diretrizes/076.pdf