sábado, 13 de março de 2010

Embolização de mioma uterino

Tratamento endovascular do mioma uterino
Radiologistas intervencionistas têm feito embolização das artérias uterinas para tratar mulheres com sangramento uterino desde 1970.
Nesse procedimento, há introdução de um cateter angiográfico dentro das artérias uterinas onde é injetado material que diminui o fluxo sangüineo para o útero. Esse procedimento é, atualmente, considerado seguro e altamente efetivo como tratamento não cirúrgico em mulheres com miomas uterinos sintomáticos.
A embolização dos miomas uterinos tem algumas vantagens sobre tratamento com supressão hormonal e procedimento cirúrgico, incluindo a falta dos efeitos adversos com a terapia hormonal e ausência de trauma físico ou psicológico pós-cirúrgico. Em adição após a embolição dos miomas uterinos, pacientes podem assumir suas atividades usuais em alguns dias ou em poucas semanas.
O primeiro trabalho de embolização das artérias uterinas foi publicado pelo ginecologista francês Dr Jacques Ravina, em 1995. A partir daí, vários grupos no mundo todo têm relatado seus trabalhos. Esses relatos indicam que a embolição das artérias uterinas é eficiente para melhorar sintomas na grande maioria das pacientes. A menorragia melhora em cerca de 87% a 95% dos casos.

Sintomas compressivos melhoram, em média, de 91% a 93% dos casos.
O que é importante compreender inicialmente, é que um programa de embolização uterina sustenta-se em:
1. Seleção de pacientes;

2. Técnicas de embolição e manejo;
3. Acompanhamento pós-embolização.
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Mulheres portadoras de miomas uterinos sintomáticos, que tenham contra-indicação de tratamento cirúrgico ou que não queiram submeter-se à histerectomia ou à miomectomia.
METODOLOGIA
1. Avaliação clínica e ginecológica realizada pelo ginecologista da paciente.
2. Entrevista com o radiologista intervencionista.
3. No exame de imagem ultra-som ou ressonância magnética deve constar tamanho
e quantidade dos miomas, localização, bem como o volume uterino.
4. O procedimento de embolição é realizado no serviço de radiologia intervencionista.
5. Após estudo angiográfico pélvico, será realizado o cateterismo seletivo de ambas
artérias uterinas e embolição.
6. O acompanhamento no Pós Operatório imediato (internado) e mediato (ambulatorial) será
realizado pelo radiologista intervencionista, pelo ginecologista da paciente.
7. Serão registrados no acompanhamento: Sintomas clínicos, histerometria e
miometria por método confiável (ultra-som ou RM) e todas as ocorrências
pós-embolização em três, seis e doze meses.
CONCLUSÃO
A embolição das artérias uterinas é um método seguro, eficaz e com raras complicações graves.
Embora numerosas perguntas continuem sem respostas, há na literatura médica evidências científicas suficientes para considerar que se trata de um procedimento seguro.
O desenvolvimento de um programa de embolização uterina sustenta-se na seleção de pacientes, na preparação técnica e nos cuidados pós-embolização.
A chave para o sucesso de programas como esse radica-se na formação de equipes multidiciplinares, em que ginecologistas e radiologistas intervencionistas possam desenvolver um trabalho conjunto e harmônico.

Um comentário:

Anônimo disse...

óla tenho uma coisa estranha acontecendo comigo,quando faço amor depois sangra e sinto muita dor,e doi muito o meu lado direito, onde está as trompas,tenho medo do que possa ser fiz um exane de papanicolau,vai chegar o resultado no mes que vem , e estou sentindo muita dor e cada dia que passa doi mais,oque vc acha que posso ter?tenho que fazer outro tipo de exame? me ajuda