terça-feira, 23 de março de 2010

Risco de Ataque Cardíaco

Há gente que tem azar. Faz tudo direito, e, no fim, dá errado. Isso acontece especialmente com o coração. Você pode achar que está em forma física, muito melhor do que a dos amigos mais novos, e correr risco de um ataque cardíaco (infarto do miocárdio), sem jamais imaginar que isso pudesse acontecer.
Nem todos os que sofrem infarto são classificados pelos médicos como pacientes de alto risco. Mais da metade dos casos acontece entre pessoas portadoras de risco intermediário ou baixo risco.
Por isso, é fundamental que os homens se submetam a avaliações cardiológicas periódicas depois dos quarenta anos de idade, e que as mulheres o façam a partir da fase que precede a menopausa.
David Nash, da Universidade de Nova York, em artigo publicado na revista “Postgraduated Medicine”, explica como essa avaliação deve ser realizada nas consultas médicas de forma tão acessível, que tomo a liberdade de resumi-la aos interessados.
Segundo ele, os exames invasivos, dispendiosos, pirotécnicos disponíveis apenas em hospitais especializados não são necessários; estão indicados somente em casos especiais. O risco da maioria das pessoas que vão ao médico pode ser avaliado com base na história clínica, exame físico e testes laboratoriais simples, de rotina.
Como os principais fatores de risco cardíaco são cigarro, pressão alta, diabetes, colesterol total alto, LDL elevado e HDL baixo, fica fácil avaliá-los. Basta tirar a história, medir a pressão e fazer um exame de sangue para dosar os níveis de açúcar no sangue (glicemia) e do colesterol e suas frações (HDL e LDL).
O cigarro, além de causar infarto como fator isolado, tem a propriedade de potencializar os demais fatores de risco. Os médicos devem empenhar-se com seriedade para convencer seus pacientes a parar de fumar. Os fumantes que conseguem ficar livre da dependência beneficiam-se dramaticamente: depois de apenas 12 meses sem cigarro, a mortalidade por ataques cardíacos cai aos níveis dos que nunca fumaram.
Da mesma forma, os médicos devem enfatizar o papel da atividade física, do controle da pressão e da taxa de açúcar no sangue dos diabéticos, na prevenção de infartos.
Níveis de colesterol total acima de 240 conferem risco alto de infarto do miocárdio. Por outro lado, 20% dos casos ocorrem em homens com níveis considerados seguros (abaixo de 200). A maioria, porém, desses casos de infarto associados a colesterol total baixo, apresentam níveis baixos da fração HDL (abaixo de 35).
Além desses fatores principais que guardam relação de causa e efeito com a incidência de ataques cardíacos, há seis outros considerados predisponentes à doença, que também são fáceis de identificar: obesidade, vida sedentária, história de infarto prematuro em pessoas da família, sexo masculino, resistência à insulina e os fatores sociais, étnicos ou comportamentais.
Informações sobre sedentarismo, existência de casos na família, sexo e os fatores sociais, étnicos e de comportamento, são rotineiramente obtidos na história clínica.
O autor recomenda que o grau de obesidade, o principal fator predisponente dos seis citados, seja avaliado pela simples medida do diâmetro da cintura e pelo cálculo do índice de massa corpórea.
Homens com mais de 94 cm de cintura e mulheres com mais de 80 cm, precisam perder peso.
O índice de massa corpórea, calculado dividindo-se o peso (em kg) pela altura (em metros) elevada ao quadrado, também serve de orientação. Se o índice for maior do que 25 kg por m², existe sobrepeso.
A resistência à insulina, condição metabólica associada intimamente ao desenvolvimento de diabetes, pode ser avaliada grosseiramente porque guarda relação com o diâmetro da cintura: homens com mais de 100 cm e mulheres com mais de 90 cm apresentam maior probabilidade de apresentar resistência

sábado, 13 de março de 2010

Embolização de mioma uterino

Tratamento endovascular do mioma uterino
Radiologistas intervencionistas têm feito embolização das artérias uterinas para tratar mulheres com sangramento uterino desde 1970.
Nesse procedimento, há introdução de um cateter angiográfico dentro das artérias uterinas onde é injetado material que diminui o fluxo sangüineo para o útero. Esse procedimento é, atualmente, considerado seguro e altamente efetivo como tratamento não cirúrgico em mulheres com miomas uterinos sintomáticos.
A embolização dos miomas uterinos tem algumas vantagens sobre tratamento com supressão hormonal e procedimento cirúrgico, incluindo a falta dos efeitos adversos com a terapia hormonal e ausência de trauma físico ou psicológico pós-cirúrgico. Em adição após a embolição dos miomas uterinos, pacientes podem assumir suas atividades usuais em alguns dias ou em poucas semanas.
O primeiro trabalho de embolização das artérias uterinas foi publicado pelo ginecologista francês Dr Jacques Ravina, em 1995. A partir daí, vários grupos no mundo todo têm relatado seus trabalhos. Esses relatos indicam que a embolição das artérias uterinas é eficiente para melhorar sintomas na grande maioria das pacientes. A menorragia melhora em cerca de 87% a 95% dos casos.

Sintomas compressivos melhoram, em média, de 91% a 93% dos casos.
O que é importante compreender inicialmente, é que um programa de embolização uterina sustenta-se em:
1. Seleção de pacientes;

2. Técnicas de embolição e manejo;
3. Acompanhamento pós-embolização.
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Mulheres portadoras de miomas uterinos sintomáticos, que tenham contra-indicação de tratamento cirúrgico ou que não queiram submeter-se à histerectomia ou à miomectomia.
METODOLOGIA
1. Avaliação clínica e ginecológica realizada pelo ginecologista da paciente.
2. Entrevista com o radiologista intervencionista.
3. No exame de imagem ultra-som ou ressonância magnética deve constar tamanho
e quantidade dos miomas, localização, bem como o volume uterino.
4. O procedimento de embolição é realizado no serviço de radiologia intervencionista.
5. Após estudo angiográfico pélvico, será realizado o cateterismo seletivo de ambas
artérias uterinas e embolição.
6. O acompanhamento no Pós Operatório imediato (internado) e mediato (ambulatorial) será
realizado pelo radiologista intervencionista, pelo ginecologista da paciente.
7. Serão registrados no acompanhamento: Sintomas clínicos, histerometria e
miometria por método confiável (ultra-som ou RM) e todas as ocorrências
pós-embolização em três, seis e doze meses.
CONCLUSÃO
A embolição das artérias uterinas é um método seguro, eficaz e com raras complicações graves.
Embora numerosas perguntas continuem sem respostas, há na literatura médica evidências científicas suficientes para considerar que se trata de um procedimento seguro.
O desenvolvimento de um programa de embolização uterina sustenta-se na seleção de pacientes, na preparação técnica e nos cuidados pós-embolização.
A chave para o sucesso de programas como esse radica-se na formação de equipes multidiciplinares, em que ginecologistas e radiologistas intervencionistas possam desenvolver um trabalho conjunto e harmônico.

FIBROMIALGIA

Fibromialgia caracteriza-se por dor crônica que migra por vários pontos do corpo e se manifesta especialmente nos tendões e nas articulações. Trata-se de uma patologia relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor que atinge, em 90% dos casos, mulheres entre 35 e 50 anos. A fibromialgia não provoca inflamações nem deformidades físicas, mas pode estar associada a outras doenças reumatológicas o que pode confundir o diagnóstico.

Causas
A causa específica da fibromialgia é desconhecida. Sabe-se, porém, que os níveis de serotonina são mais baixos nos portadores da doença e que desequilíbrios hormonais, tensão e estresse podem estar envolvidos em seu aparecimento.
Sintomas
·Dor generalizada e recidivante;
·Fadiga;
·Falta de disposição e energia;
·Alterações do sono que é pouco reparador;
·Síndrome do cólon irritável;
.Sensibilidade durante a micção;
·Cefaléia;
·Distúrbios emocionais e psicológicos.
Diagnóstico
O diagnóstico da fibromialgia baseia-se na identificação dos pontos dolorosos. Ainda não existem exames laboratoriais complementares que possam orientá-lo.
Recomendações
·Tome medicamentos que ajudem a combater os sintomas;
·Evite carregar pesos;
·Fuja de situações que aumentem o nível de estresse;
·Elimine tudo o que possa perturbar seu sono como luz, barulho, colchão incômodo, temperatura desagradável;
·Procure posições confortáveis quando for permanecer sentado por mito tempo;
·Mantenha um programa regular de exercícios físicos;
·Considere a possibilidade de buscar ajuda psicológica
Tratamento
O tratamento da fibromialgia exige cuidados multidisciplinares. No entanto, tem-se mostrado eficaz para o controle da doença:
·uso de analgésicos e antiiflamatórios associados a antidepressivos tricíclicos;
·atividade física regular;
·acompanhamento psicológico e emocional;
·massagens e acupuntura.

Mensagem ás mulheres infectadas pelo HPV

"A infecção na jovem é muito freqüente. Ela pega o vírus porque está iniciando a vida sexual e não teve contato anterior com ele, só que também o elimina mais facilmente depois de alguns meses. Apesar disso, precisa fazer os exames e ser tratada. Por isso, considero importante destacar que todas as mulheres, as jovens em especial, ao receberem o diagnóstico de infecção pelo HPV, devem procurar o ginecologista para tratamento, porque o problema não pode ser encarado de forma simplista. No entanto, não há motivo para pânico. O papilomavírus está relacionado com o diagnóstico de câncer, mas, como regra, não causa essa doença, só o faz em condições especiais.
No que se refere à infecção, como pesquisadora e lidando diariamente com o problema, enxergo que vamos aprender muito observando o processo infeccioso e sua evolução nas mulheres mais jovens." Dra. Maricy Tacla é médica ginecologista, professora do Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas de São Paulo e trabalha no Laboratório Fleury de São Paulo.