quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dietas

      O desejo de emagrecer é grande entre o público feminino.
      Mas o que será que estamos fazendo de errado para engordarmos?
      Todos os dias na TV milhares de fórmulas milagrosas nos tentam...mas o que de milagroso existe nestas fórmulas é o emprenho com que nos aplicamos a seguí-lo!Só que é tão cansativo...restrições!
      Esforço exagerado para deixar de comer o que gostamos.
      Bombonzinhos à vista e engordamos de novo.
      O X da questão é como manter-se no peso ideal.Ideal para o mundo ( magreza)?Não! Ideal para nós mesmas.O peso com o qual nos sentimos bem. Confortável ao nos vermos no espelho, ao nos vestirmos, ao conseguirmos fazer atividades cotidianas sem dores nas articulações.
      A matemática é simples. Por que comemos? Para gerar energia que nos faz viver.Então essa energia que produzimos tem que ser queimada nas nossas atividades em geral.O que não queimamos, guardamos, em forma de gordura no corpo.
      Os sabotadores dos nossos cálculos são nossa ansiedade, nossa falta de tempo, o controle remoto, o carro, a barraquinha de fritura na esquina,...
     E para as mulheres que acreditam "ter uma alteração hormonal" causando sua obesidade,saibam que é claro que algumas alterações endócrinas, quando descompensadas, podem interferir no peso. Mas esta não é a regra,o que vemos no dia a dia é uma descompensação metabólica provocada pro nossos hábitos, nos levando a ciclo vicioso de engordar:
Assim, quando ficamos muito tempo em jejum, o cérebro entende que precisamos reservar energia e diminui muito o nosso metabolismo, fazendo até uma saladinha engordar.Além disso, quando ficamos muito tempo em jejum, comemos mais do que precisamos pois o estômago começa a liberar o hormônio da fome, que é a grelina, e então comemos e comemos e a fome demora a passar. Aí ingerimos muitas calorias e como não vamos gastar tudo, começamos a "guardar" essa energia (glicose) como gordura- colesterol e triglicerídeos ( lipogênese) que serão armazenados no tecido adiposo e fígado. Quando a glicose abaixa seu nível na corrente sangüínea, sentimos fome de novo, mas não vamos usar a energia acumulada pois ela foi armazenada e não está mais disponível, a forma mais rápida de conseguirmos energia novamente é comendo. E engordamos!!!
      A conclusão é que dietas não existem. É fantasioso acreditar que só comer na lua minguante, ou só ingerir sopa ou gordura em determinado tempo vai resolver toda esta equação.Além disso, quanto tempo conseguimos viver assim?
      E ficamos assim: comer em horas certas, antes de estar morrendo de fome,nos facilita escolher alimentos mais adequados, menos gordurosos, pois o cérebro não está desesperado por energia rápida,e conseguimos manter o metabolismo ativo. E só para completar, uma caminhadinha no fim do dia, pois o corpo foi feito para movimentar-se ( senão enferruja). Pronto!Tá aí o segredo!
     

sábado, 9 de outubro de 2010

Sobre corrimentos vaginais

Muitas de nós têm dúvidas a respeito das secreções que podem sair da vagina.
Corrimento vaginal é um dos mais comuns e mais incômodos problemas que afeta a saúde da mulher e é uma das causas mais freqüentes de visita ao médico ginecologista e ocorre em cerca de 1/3 das mulheres pelo menos uma vez na vida.
Só para esclarecer, a vagina não é seca! E se fosse, traria grande desconforto no local.
O que precisamos aprender é diferenciar o que é a secreção habitual, fisiológica ou natural, do famoso corrimento.
A secreção vaginal normal é clara, fluida e sem cheiro. Formada pela descamação celular da parede do canal da vagina, influenciada pelos hormônios femininos, além de produtos produzidos pela flora bacteriana local habitual. Sua quantidade varia durante o ciclo menstrual. Assim que acabamos de menstruar, ela é bem fluida e transparente e em pequena quantidade, próximo à ovulação o corrimento é mais viscoso e em maior quantidade- parecendo com uma clara de ovo, e quando estamos perto de menstruar novamente, ele é branquinho levemente espesso e quando seca, esfarela na calcinha.
Também temos uma secreção vaginal aumentada e normal no período de excitação sexual que antecede as relações sexuais.
Quando a criança está entrando na adolescência, e inicia o desenvolvimento dos caracteres sexuais, os ovários começam a ser estimulados a funcionar para que a menstruação ou a ovulação comece a acontecer e essa produção de hormônios femininos influencia o epitélio da vagina que passa a produzir essa secreção fisiológica, e muitas vezes este fato leva a preocupação materna, com medo que ela possa ter adquirido alguma doença.
Corrimento vaginal, ou leucorréia, é definido como a presença de uma secreção aumentada na vagina com características diferentes da normal, isto é, com odor, coceira, irritação local, irritação na pele do parceiro, ou simplesmente, um volume muito grande de fluido vaginal que chega a incomodar. Freqüentemente ocorre quando há desequilíbrio entre os diferentes microorganismos que habitualmente se encontram na vagina e no períneo causando uma inflamação. Geralmente está associado a sintomas e também há casos em que pode levar a dor durante as relações sexuais. Mas é importante lembrar que o fato de estar com corrimento anormal NÃO quer dizer que contraímos uma doença sexualmente transmissível.
Há alguns fatores que podem facilitar o aparecimento de corrimento anormal. O meio vaginal normal tem uma acidez própria (ácido láctico) produzida pelos lactobacillos que são bactérias que colonizam normalmente a vagina constituindo o que chamamos de flora vaginal, que serve para manter o equilíbrio entre a vagina e o meio externo. A alteração deste equilíbrio ou a entrada de microrganismos estranhos seja por contágio sexual ou por outras bactérias não próprias da vagina, como intestinais, por exemplo,leva à inflamação da vagina com alteração das suas secreções normais.Os principais fatores que podem alterar o equilíbrio da flora vaginal porque podem diminuir a sobrevida dos lactobacilos e mudar o ph vaginal são:
stress, freqüência de relações sexuais, antibióticos, uso de anticoncepcionais hormonais, uso de roupas apertadas e com tecidos sintéticos,alterações hormonais do ciclo menstrual, da gravidez e da menopausa, higiene inadequada, alergias,hábitos alimentares inadequados.
Para prevenção, use sabonete neutro ou produtos apropriados para a higiene da região genital. Evite os sabonetes comuns e os que contêm cremes hidratantes. Esses são ótimos para a pele, mas péssimos para a vagina. Pode-se ter dois sabonetes, um para as mucosas, outro para o resto do corpo
As causas mais freqüentes de corrimentos infecciosos são :
  • a vaginose bacteriana ( disfunção da flora normal, provocada pela bactéria Gardnerella, tem um cheiro característico),
  • a candidíase( os fungos proliferam em situações favoráveis, causando muita coceira local)
  • a trichomoníase( é transmitida por contato sexual e pode causar algum prurido).
Quando o corrimento alterado provém de uma infecção do colo do útero (cervicite) Temos que pensar também em gonorréia e a infecção por clamydia.
O corrimento aumentado também pode ser um sinal inespecífico de alerta para rastrearmos a infecção pelo HPV( vírus que pode levar ao câncer de colo uterino)
Por isso a presença de corrimento anormal requer que se peça o exame de Papanicolau, um exame de prevenção contra o câncer ginecológico.
É bom esclarecer que nos, casos de corrimentos vaginais, o diagnóstico clínico tem muito valor. Portanto, uma visita ao ginecologista é indispensável. Nem sempre exames de laboratório negativos significam ausência de problemas.
 Existem corrimentos crônicos causados por fatores irritantes como papel higiênico colorido e perfumado e sabão em pó e amaciante de roupas.Corrimentos por excesso de lactobacilos ( com sintomas semelhantes ao da candidíase), por alterações hormonais como na gravidez e menopausa (com prurido por atrofia), e corrimentos por alergias,que são exemplos de causas comuns não infecciosas e que a própria mulher, nestes casos, precisa identificar o fator irritativo.
O tratamento correto depende da causa do corrimento. Quando se trata de corrimento crônico, o simples tratamento muitas vezes não será suficiente para evitar a recidiva/recorrência (retorno do corrimento), haverá necessidade da colaboração da mulher que será quem vai "descobrir" a causa dos mesmos fazendo uma investigação em seus hábitos.
Da mesma maneira, o tratamento nem sempre será apenas com remédios, mas também vai requerer mudança de hábitos, de roupas e ajuda do parceiro. Em alguns casos, os medicamentos podem até piorar os sintomas, mas se a indicação estiver correta, o resultado final será satisfatório.
Entretanto, em alguns corrimentos é imprescindível o tratamento do parceiro para evitar a possibilidade de reinfecção.

 Seu médico ginecologista é seu aliado para manter a saúde dos seus órgãos genitais. Evite a automedicação, pois, além dos medicamentos serem caros, têm efeitos colaterais. A automedicação é uma das principais causas dos corrimentos crônicos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Escolhendo seu Ginecologista


A escolha do ginecologista é uma situação delicada que mexe com o que temos de mais íntimo: nossa sexualidade.
Selecionar um médico só com o livrinho do convênio nas mãos torna-se uma tarefa bastante árdua.
Precisamos procurar por médicos que devem ser bons, confiáveis e competentes. Buscar sobre seus históricos ajuda na hora de tomar a decisão.
A escolha da melhor pessoa para nos entregarmos a receber cuidados nos exige a obter muitas informações. Podemos considerar perceber os traços do profissional, tais como a filosofia de tratamento (orientação para a doença versus preocupação com o bem-estar), os métodos de tratamento (conservador versus agressivo), a competência, disponibilidade, "estilo" ou padrões de comunicação (informal, caloroso versus formal, objetivo) e o grau de envolvimento do paciente atribuído a um médico em específico.
Sempre é bom pedir opiniões e indicações de amigas, vizinhas ou parentes ou junto a organizações de profissionais a nível estadual (como FEBRASGO, CRM, AMB - onde vamos saber se este médico é cadastrado na sua sociedade de classes, se está atualizado e se responde a processos) e com outros profissionais da área da saúde (dentistas e farmacêuticos). Se você ou um dependente seu precisar de cuidados médicos para uma condição crônica específica ou incapacidade, consultar esses grupos pode ser uma boa fonte de informações em relação aos profissionais aptos a lidar com esses casos em particular.
Essa busca permite que nós façamos perguntas específicas relacionadas às expectativas de ambas as partes para a coordenação e gerenciamento dos cuidados de saúde pessoais.
Porém, independente de sua formação, alguns médicos deixam a desejar na forma de tratar a paciente, talvez por meio de palavras ou ações que não apresentem tanta delicadeza.
Quando vamos numa consulta tão pessoal, como esta, precisamos nos sentir à vontade. Se é que isso é possível, rsrsrs...
A escolha deste profissional vai depender muito da confiança, da empatia e da possibilidade de corresponder às nossas expectativas que ele transmite.
O médico ginecologista tem por função esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do corpo. Ele é quem cuida desde a primeira menstruação, passando por muitas fases da nossa vida, até a menopausa. Ele é o médico certo para dar diagnósticos sobre problemas de sangramento, dores, anticoncepcional, problemas hormonais, sexo e a gravidez.
Quando vamos ao ginecologista, é muito importante falar tudo o que tem acontecido, e não ter medo ou vergonha de dizer o que tem sentido, ou se tem ou não vida sexual ativa. Ele deve esclarecer todas as suas dúvidas, inclusive as mais delicados,como as relacionados aos órgãos genitais ou à sexualidade.
Infelizmente, muitas vezes o silêncio impera, pois nós não encontramos bons interlocutores para falar sobre nossa vida sexual e suas dificuldades, e alguns médicos, por sua vez, para que a consulta seja rápida, ou mesmo por constrangimento, ignoram o assunto.
A maioria dos ginecologistas, atualmente, não investigam espontaneamente, a qualidade de vida de suas clientes.
O que fazer então para chegar a um bom profissional¿
Confira se ele está bem informado, se tem paciência para ouvir suas dúvidas e se suas orientações a satisfazem.
O médico deve criar um laço de confiança para que a paciente se sinta à vontade, além de preservar sua intimidade.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Histerectomia por quê?


Certamente várias mulheres com miomas já se perguntaram ao sair do consultório do ginecologista:
Por quê meu médico indicou a retirada do meu útero?
Acreditem, existe uma explicação, ou melhor, várias explicações. Como todos sabemos, com as diversas alternativas existentes, a histerectomia (retirada do útero) é, em quase na totalidade das vezes, desnecessária para o tratamento dos miomas. Então, por quê será que a maioria dos médicos ainda indicam a histerectomia como a primeira opção de tratamento? As considerações são as seguintes.
A histerectomia é, sem sombra de dúvida, a cirurgia mais cobiçada e realizada durante a residência médica. Tradicionalmente, sempre foi a melhor e a única opção para tratar os miomas. E, hoje, a falta de recursos da maioria dos serviços de residência médica não permite procedimentos diagnósticos e terapêuticos capazes de se tentar, com maior certeza de sucesso, o tratamento dos miomas sem a retirada do útero. Por isso, raramente as miomectomias e outros tratamentos como a embolização dos miomas são realizados. Portanto, o ginecologista quase sempre termina a residência médica com um número insuficiente de miomectomias realizadas, conferindo uma experiência insatisfatória na sua formação profissional.
A histerectomia é mais fácil do que uma miomectomia. Sim, isto pode parecer um contrasenso, mas é a mais pura verdade. A histerectomia é, na maioria das vezes, uma procedimento repetitivo e com pouquíssimas variações anatômicas. Isto torna a histerectomia um procedimento relativamente simples e previsível, demandando uma curva de aprendizado menor do que da miomectomia. A histerectomia se resume em desconectar o útero dos ligamentos que o prendem à pelve, ligar (ocluir) e seccionar (cortar) os vasos sanguíneos que nutrem o útero e, por fim, retirar o útero. Com isso, invariavelmente, a retirada de um útero raramente ocorre em mais de uma hora e meia. Já a miomectomia, diferentemente da histerectomia, é um procedimento singular, variando de paciente para paciente. Nunca uma miomectomia é igual a outra. Vários fatores irão influenciar a abordagem conservadora do útero. Localização e número de miomas são os principais. Esses dois fatores combinados fazem com que tenhamos uma infinidade de variações. Logo, para um ginecologista estar apto a realizar uma miomectomia com segurança para a paciente e com uma possibilidade maior de preservação do útero, é necessário que ele tenha um tempo de treinamento e um número de cirurgias suficientemente grande a ponto de qualquer dificuldade intra-operatória ser superada sem problemas.
E o mais triste de todos os motivos. A remuneração dos convênios, baseados na tabela da AMB (Associação Médica Brasileira) e na CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) por uma histerectomia é maior do que por uma miomectomia. Então, pode até parecer cruel, mas sem dúvida, creio que este seja um dos principais motivos. Vejamos os seguintes pontos. Uma histerectomia é mais fácil de ser aprendida. Uma histerectomia é mais simples de ser realizada por ser mais previsível. O tempo necessário para se realizar o procedimento de histerectomia é menor e mais previsível do que de uma miomectomia, possibilitando agendar duas ou mais cirurgias seguidas. E, finalmente, o ganho com uma histerectomia é sempre maior do que com uma miomectomia.
Agora podemos entender alguns dos reais motivos pelo qual alguns ginecologistas desencorajam outros tratamentos, que não a histerectomia, para tratar os miomas. Claro que não podemos generalizar. Sempre existem médicos que estão afinados com a evolução da medicina e com os desejos de suas pacientes.

Então, ao ouvir de seu médico "Você está com miomas, vamos retirar o seu útero" sugiro que, inicialmente, apenas duas perguntas sejam feitas a ele:
1) Por que está sendo indicado a retirada do útero?
2) Quais são as outras alternativas à retirada do útero que está sendo proposta?

Se uma das respostas for:
1) O seu útero não serve mais para dar filhos, somente para dar câncer.
2) A preservação do seu útero é impossível.
3) Não existem outros tratamentos.
4) A histerectomia é o melhor tratamento. (sem que lhe seja apresentada outras alternativas)

Procure uma segunda opinião e faça valer seus desejos e seu direito de preservar seu útero, e junto com ele sua feminilidade, sua fertilidade e tudo mais que ele possa significar para você. (Dr Michel Zelaquett)http://www.portaldomioma.com/

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Incontinência urinária e estudo urodinâmico - Maria Luiza Campos - Diário da Manhã


A incontinência urinária é um sintoma desagradável que piora a qualidade de vida das pessoas, prejudicando as atividades diárias e levando a problemas emocionais, tais como, ansiedade, neurose, depressão, além de acarretar disfunções sexuais. Apresenta-se em mulheres de todas as idades e não é um processo inevitável ou irreversível do envelhecimento. É uma condição médica que apresenta diversas causas e com ótimas soluções para o seu tratamento. Este problema além do desconforto físico, gera constrangimento para as pacientes, que se reflete na piora de sua qualidade de vida. Embora não seja uma doença, mas sim uma condição, a perda involuntária de urina não é normal, devendo ser investigada e tratada adequadamente.
O exame urodinâmico tem contribuído para melhor entendimento da fisiologia dessas disfunções miccionais, pois avalia as funções da bexiga através da aplicação de princípios da hidrodinâmica.
A aplicação da urodinâmica permite selecionar opções terapêuticas alcançando melhores resultados de tratamento.
O objetivo é demonstrar através de monitorização da micção, ambulatorialmente, doenças ou transtornos envolvidos no armazenamento, transporte e esvaziamento da urina.
Portanto, pacientes com alterações miccionais podem se beneficiar de uma investigação urodinâmica: o exame pode compreender desde uma simples urofluxometria a um complexo estudo de pressão intravesical e abdominal.
A urofluxometria é o exame mais elementar e o seu principal objetivo é obter uma amostra do fluxo urinário que represente o padrão usual do paciente.
O exame cistométrico é a única possibilidade de demonstração da presença de contrações vesicais involuntárias, o que leva ao diagnóstico de hiperatividade vesical. Através deste exame, podem ser avaliadas as condições pressóricas de armazenamento, observando-se a presença de alterações na complacência vesical.
Os estudos de fluxo-pressão estabelecem com segurança o diagnóstico de obstrução urinária infravesical, pois possibilitam a monitorização da pressão intravesical simultânea ao fluxo.
Assim, através do estudo urodinâmico podemos verificar:
-Incontinência urinária de esforço: É a perda de urina quando o abdômen está sob condição de aumento de pressão.(Quando qualquer esforço físico, como tossir, espirrar, dar risada, carregar peso, ou ainda, levantar da cama, pode resultar em perda urinária);
-Urgeincontinência (bexiga hiperativa): O paciente tem uma vontade súbita e urgente para urinar, acompanhada de perda incontrolável de urina;
-Incontinência urinária mista: É a combinação das duas formas descritas acima;
-Incontinência paradoxal : A bexiga não consegue esvaziar completamente.(O jato urinário é fraco. A paciente urina frequentemente e apresenta perda ou gotejamento urinário).
Enfim, a avaliação urodinâmica é um método complementar de diagnóstico valioso quando bem indicado. Não pode, não deve e não substitui uma boa anamnese e um cuidadoso exame físico. Apenas complementa e confirma ou afasta hipóteses diagnósticas e, em alguns casos, revela o prognóstico. Na avaliação urodinâmica é muito importante a boa relação médico-paciente, pois sabe-se que o fator emocional tem considerável influência na função miccional. Trata-se, portanto, de uma importante ferramenta no diagnóstico, prevenção e controle clínico dos males que atingem o trato urinário inferior e, indiretamente, o superior.
Então você deve procurar um médico quando surge:
- Perda do controle urinário que prejudique suas atividades físicas, sociais e sexuais.
- Perda de urina ao tossir, espirrar, carregar uma sacola de compras, fazer qualquer esforço.
- Você precisa correr ao banheiro no primeiro desejo de micção, mas não consegue chegar a tempo e perde urina.
- Você precisa urinar muitas vezes durante o dia e mais de 3 vezes à noite.
- Você sente dor durante a micção ou quando a bexiga está cheia.
- Você não consegue urinar adequadamente logo após uma cirurgia.
- Você apresenta infecções urinárias repetidas.
- O jato urinário está ficando fraco.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Você quer engravidar?


Maria Luiza Campos

Jornal Diário da Manhã- 10 de julho de 2010

A sociedade contemporânea impõe conceitos, padrões e estilos de vidas que, muitas vezes, pressionam o ser humano a comportamentos incompatíveis às reações normais em épocas passadas. Outros, porém, seguem a cartilha de hábitos e valores perpetuados de geração em geração.

O desejo feminino, quase que nato de engravidar, é um desses valores que as mulheres carregam por toda a história da humanidade. Ainda hoje ocorrem em determinadas sociedades a obrigatoriedade da mulher em gerar descendentes, quer por motivos religiosos, culturais ou sociais. Uma notícia de impossibilidade de engravidar, muitas vezes, leva as mulheres à frustração, desgosto e baixa auto-estima, afetando invariavelmente suas vidas.

Atualmente, existem boas opções de tratamento para que a mulher obtenha sucesso nesta busca e o sonho de ser mão não precisa ser somente uma condição natural. A medicina é uma grande aliada no processo.

Vale destacar que o ideal é que as coisas fluam normalmente. Forçar e manipular horários para o ato sexual, por exemplo, pode trazer frustração a ambos (homem e mulher), além de se perder totalmente a espontaneidade deste ato, pois não há garantia de que a gravidez ocorra deste momento. A impaciência, as conversas de comadre normalmente não ajudam em nada.

É natural que dos atos sexuais entre homens e mulheres ocorram uma gravidez. Contudo, passado determinado tempo, - que pode ser estipulado em um ano, por exemplo, em que a desejada gravidez não ocorra, é valida uma avaliação para se verificar as condições de saúde da mulher, sua fisiologia menstrual e ovulatória, e as características do espermograma do companheiro. Conforme o caso pode ser necessário induzir a ovulação ou encaminhá-la para a inseminação artificial.

Do aparelho reprodutor feminino fazem parte a vagina, o útero, as tubas uterinas e os dois ovários, onde são produzidos os óvulos e os hormônios estradiol e progesterona. Enquanto os homens produzem milhões e milhões de espermatozóides ao longo da vida, salvo raríssimas exceções, as mulheres investem tudo na produção de um único óvulo por mês. Essa célula será disputada pelos espermatozóides que, depositados na vagina, terão de atravessar o colo do útero e percorrê-lo inteiro até alcançar as trompas onde se dará a fecundação pelo que for mais veloz e mais apto. Por volta de cinco dias depois, o óvulo fecundado é empurrado pelas trompas e, como se estivesse escorregando num tobogã, chega ao útero onde se fixa. Só então começa a desenvolver-se. Esse processo está sujeito a muitos erros, tanto que grande número de fecundações termina num abortamento espontâneo depois de pequeno atraso menstrual que passa despercebida. A gravidez pode acontecer quando menos se espera. Em alguns casos, porém, quanto mais o casal a deseja, parece mais difícil de acontecer.

Antigamente se acreditava que os problemas se restringiam exclusivamente à mulher. Na verdade, em apenas um terço dos casais com dificuldade para conseguir uma gravidez, a dificuldade é exclusiva da mulher. Outro terço se deve a uma anomalia referente ao homem e, em aproximadamente 40% dos casos, a uma pequena associação de dificuldades dos dois parceiros.

Conclusivamente, se pode afirmar que de todos os casais que tentam a gravidez, mais ou menos 10% vão precisar de algum tipo de ajuda para levar adiante o processo. Em um terço desses 10%, as causas seriam femininas; no outro terço, masculinas e, no terço restante, seriam atribuídas à associação de dificuldades dos dois componentes do casal. É neste ambiente de avaliação inicial que a Ginecologia Endócrina se apresenta, por tratar-se de especialidade da ginecologia que visa o estudo fisiológico da formação do óvulo feminino e da investigação de seus distúrbios.

Fundamentada nesta especialidade, estudos comprovam que mais da metade dos casos de infertilidade pode ser resolvido com o exame de espermograma.

Descartada essa possibilidade, parte-se para o levantamento da história clínica da mulher. Há de se saber se há ovulação e menstruação regular (o fato de menstruar regularmente julga a favor de um processo de ovulação normal) e, ainda, se algum fato possa sugerir que tenha havido uma infecção na pelve que possa ter comprometido as trompas. Além disso, fortes cólicas menstruais podem ser sinal de endometriose, uma doença que é causa importante para a dificuldade para engravidar.

A história clínica norteia o início da investigação, que continua com exames laboratoriais e de imagem para confirmar se a paciente tem mesmo ovulação, se suas trompas são permeáveis, ou se tem algum problema no colo do útero ou dentro da cavidade uterina que impede ou dificulta a concepção. Com base nesses dados, delineia-se desde a continuidade do procedimento de investigação até o tipo de tratamento necessário para o casal levar adiante o projeto da gravidez.

Realizados esses exames iniciais, - o espermograma do marido e a avaliação anatômico-funcional do aparelho reprodutor da mulher, e não se verificando nada que justifique a dificuldade para engravidar, se conclui para o diagnóstico de “Esterilidade Sem Causa Aparente”, também conhecido pela sigla ESCA. Portanto, feitos todos os exames disponíveis, constatado que o casal tem vida sexual regular, onde não ocorra nenhuma disfunção no ato sexual (fator que precisa ser investigado) e não se constatando uma causa sequer que justifique a dificuldade para engravidar, parte-se para a seqüência terapêutica, que consiste em estimular a ovulação, - mesmo se sabendo que a paciente ovula, para determinar com precisão o dia em que ela vai ocorrer, a fim de aumentar a freqüência das relações sexuais nesse período.

Assim, após a constatação do insucesso da mulher engravidar, - apesar do estímulo hormonal, de a ovulação ter ocorrido no dia certo e da relação sexual ter se dado no período conveniente, caminha-se para o passo seguinte, sendo a ser a Reprodução Assistida.

Quando estes métodos não funcionam, existem recursos que buscam melhorar a resposta imunológica da paciente. Mulheres que fazem ciclos repetidos de fertilização e não conseguem engravidar podem ter o sistema imunológico com propensão a hiper-reatividade. Elas hiper-reagem à presença do corpo parcialmente estranho que é o embrião. Nesse caso, o procedimento indicado é fazer uma inoculação de leucócitos, isto é, dos glóbulos brancos do parceiro no organismo da mulher para que seu sistema imunológico mude as características de resposta imune e ofereça uma resposta de proteção para o embrião o que não aconteceria sem o tratamento.

Vale ainda ressaltar que o tempo do tratamento pode variar dependendo das características pessoais da paciente, sem precisão exata, ocorrendo em casos particulares a duração entre 02 a 05 anos, contudo, em situações otimistas, este ciclo podendo ocorrer entre 03 a 06 meses.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O que é Ginecologia Endócrina?


Jornal Diário da Manhã- 29 de junho de 2010
Você sabe o que é Ginecologia Endócrina? Não? Então provavelmente também nunca ouviu falar que alterações da função reprodutiva como: dificuldades de engravidar, anovulação, síndromes masculinizantes, ovário policístico, abortamento habitual, obesidade, entre outros, podem ter origem em uma disfunção ovariana e por isso, ser tratados pela Ginecologia Endócrina.
Essa especialidade médica se refere aos aspectos fisiológicos (principalmente hormonais e reprodutivos) do funcionamento do corpo feminino desde o intraútero até a senilidade.
Senilidade (envelhecimento patológico) é o termo atribuído à presença de doenças e limitações que podem surgir ao longo da vida, como a osteoporose, a hipertensão arterial e o câncer. Necessitam de abordagem e tratamento específicos para preservarmos a qualidade de vida e manutenção das funções vitais, com o passar dos anos. É verdade que as doenças, principalmente o câncer e as crônico-degenerativas, são muito mais prevalentes na população idosa, mas atribuir estas condições como esperadas para idades avançadas é um equívoco.
Assim como não podemos confundir envelhecimento normal com doenças, também não podemos tratar idosos da mesma forma que adultos, jovens ou crianças. Cada etapa da vida tem suas características e precisamos lembrar disto a cada tratamento proposto. As modificações que a senescência estabelece no organismo do idoso torna-o mais sensível.
Desde a puberdade, quando começam a surgir as mamas e inicia o ciclo menstrual, o ginecoendócrino auxilia a mulher. Por toda a vida, sempre que haja irregularidade menstrual, é ele que ajuda na detecção dos motivos.
A Ginecologia começou como especialidade cirúrgica e com o passar do tempo, a compreensão dos processos fisiopatológicos femininos criou uma nova área na qual os médicos necessitaram aprofundar seus estudos, a Ginecologia Endócrina. Isso fez a atenção médica da mulher, nas várias fases da vida, ocorrer de maneira diversa em decorrência do estado de desenvolvimento físico dos órgãos genitais e do grau de maturidade psíquica, levando a Ginecologia Endócrina se subdividir em Infanto Puberal e Climatério.
A descoberta da síntese e secreção dos hormônios trouxe novos paradigmas na hormonioterapia, tornando várias afecções passíveis de serem tratadas.
Diante disto, a ginecologia endócrina estuda a regulação neurológica e endocrinológica do ciclo menstrual normal e sua função reprodutora, podendo tratar suas alterações (cistos no ovário; endometriose; disfunção menstrual; hermafroditismo etc).
Auxilia também no tratamento de obesidade, hipertensão e diabetes – doenças com grande incidência em mulheres, e que acabam interferindo no correto funcionamento ovariano – tumores na hipófise, no hipotálamo, na tiróide, nas glândulas supra-renais, no pâncreas e nas gônadas (ovários).
São questões nas quais a ginecoendocrinologia adequada para auxiliar no tratamento. É este profissional que avalia a necessidade e indica a terapia de reposição hormonal.
Por exemplo, se você está com dificuldades para engravidar, pode ser só uma alteração na regulação hormonal levando a uma alteração na função de ovular e o sonho de ser mãe poderá estar mais próximo do que você imagina.

terça-feira, 23 de março de 2010

Risco de Ataque Cardíaco

Há gente que tem azar. Faz tudo direito, e, no fim, dá errado. Isso acontece especialmente com o coração. Você pode achar que está em forma física, muito melhor do que a dos amigos mais novos, e correr risco de um ataque cardíaco (infarto do miocárdio), sem jamais imaginar que isso pudesse acontecer.
Nem todos os que sofrem infarto são classificados pelos médicos como pacientes de alto risco. Mais da metade dos casos acontece entre pessoas portadoras de risco intermediário ou baixo risco.
Por isso, é fundamental que os homens se submetam a avaliações cardiológicas periódicas depois dos quarenta anos de idade, e que as mulheres o façam a partir da fase que precede a menopausa.
David Nash, da Universidade de Nova York, em artigo publicado na revista “Postgraduated Medicine”, explica como essa avaliação deve ser realizada nas consultas médicas de forma tão acessível, que tomo a liberdade de resumi-la aos interessados.
Segundo ele, os exames invasivos, dispendiosos, pirotécnicos disponíveis apenas em hospitais especializados não são necessários; estão indicados somente em casos especiais. O risco da maioria das pessoas que vão ao médico pode ser avaliado com base na história clínica, exame físico e testes laboratoriais simples, de rotina.
Como os principais fatores de risco cardíaco são cigarro, pressão alta, diabetes, colesterol total alto, LDL elevado e HDL baixo, fica fácil avaliá-los. Basta tirar a história, medir a pressão e fazer um exame de sangue para dosar os níveis de açúcar no sangue (glicemia) e do colesterol e suas frações (HDL e LDL).
O cigarro, além de causar infarto como fator isolado, tem a propriedade de potencializar os demais fatores de risco. Os médicos devem empenhar-se com seriedade para convencer seus pacientes a parar de fumar. Os fumantes que conseguem ficar livre da dependência beneficiam-se dramaticamente: depois de apenas 12 meses sem cigarro, a mortalidade por ataques cardíacos cai aos níveis dos que nunca fumaram.
Da mesma forma, os médicos devem enfatizar o papel da atividade física, do controle da pressão e da taxa de açúcar no sangue dos diabéticos, na prevenção de infartos.
Níveis de colesterol total acima de 240 conferem risco alto de infarto do miocárdio. Por outro lado, 20% dos casos ocorrem em homens com níveis considerados seguros (abaixo de 200). A maioria, porém, desses casos de infarto associados a colesterol total baixo, apresentam níveis baixos da fração HDL (abaixo de 35).
Além desses fatores principais que guardam relação de causa e efeito com a incidência de ataques cardíacos, há seis outros considerados predisponentes à doença, que também são fáceis de identificar: obesidade, vida sedentária, história de infarto prematuro em pessoas da família, sexo masculino, resistência à insulina e os fatores sociais, étnicos ou comportamentais.
Informações sobre sedentarismo, existência de casos na família, sexo e os fatores sociais, étnicos e de comportamento, são rotineiramente obtidos na história clínica.
O autor recomenda que o grau de obesidade, o principal fator predisponente dos seis citados, seja avaliado pela simples medida do diâmetro da cintura e pelo cálculo do índice de massa corpórea.
Homens com mais de 94 cm de cintura e mulheres com mais de 80 cm, precisam perder peso.
O índice de massa corpórea, calculado dividindo-se o peso (em kg) pela altura (em metros) elevada ao quadrado, também serve de orientação. Se o índice for maior do que 25 kg por m², existe sobrepeso.
A resistência à insulina, condição metabólica associada intimamente ao desenvolvimento de diabetes, pode ser avaliada grosseiramente porque guarda relação com o diâmetro da cintura: homens com mais de 100 cm e mulheres com mais de 90 cm apresentam maior probabilidade de apresentar resistência

sábado, 13 de março de 2010

Embolização de mioma uterino

Tratamento endovascular do mioma uterino
Radiologistas intervencionistas têm feito embolização das artérias uterinas para tratar mulheres com sangramento uterino desde 1970.
Nesse procedimento, há introdução de um cateter angiográfico dentro das artérias uterinas onde é injetado material que diminui o fluxo sangüineo para o útero. Esse procedimento é, atualmente, considerado seguro e altamente efetivo como tratamento não cirúrgico em mulheres com miomas uterinos sintomáticos.
A embolização dos miomas uterinos tem algumas vantagens sobre tratamento com supressão hormonal e procedimento cirúrgico, incluindo a falta dos efeitos adversos com a terapia hormonal e ausência de trauma físico ou psicológico pós-cirúrgico. Em adição após a embolição dos miomas uterinos, pacientes podem assumir suas atividades usuais em alguns dias ou em poucas semanas.
O primeiro trabalho de embolização das artérias uterinas foi publicado pelo ginecologista francês Dr Jacques Ravina, em 1995. A partir daí, vários grupos no mundo todo têm relatado seus trabalhos. Esses relatos indicam que a embolição das artérias uterinas é eficiente para melhorar sintomas na grande maioria das pacientes. A menorragia melhora em cerca de 87% a 95% dos casos.

Sintomas compressivos melhoram, em média, de 91% a 93% dos casos.
O que é importante compreender inicialmente, é que um programa de embolização uterina sustenta-se em:
1. Seleção de pacientes;

2. Técnicas de embolição e manejo;
3. Acompanhamento pós-embolização.
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Mulheres portadoras de miomas uterinos sintomáticos, que tenham contra-indicação de tratamento cirúrgico ou que não queiram submeter-se à histerectomia ou à miomectomia.
METODOLOGIA
1. Avaliação clínica e ginecológica realizada pelo ginecologista da paciente.
2. Entrevista com o radiologista intervencionista.
3. No exame de imagem ultra-som ou ressonância magnética deve constar tamanho
e quantidade dos miomas, localização, bem como o volume uterino.
4. O procedimento de embolição é realizado no serviço de radiologia intervencionista.
5. Após estudo angiográfico pélvico, será realizado o cateterismo seletivo de ambas
artérias uterinas e embolição.
6. O acompanhamento no Pós Operatório imediato (internado) e mediato (ambulatorial) será
realizado pelo radiologista intervencionista, pelo ginecologista da paciente.
7. Serão registrados no acompanhamento: Sintomas clínicos, histerometria e
miometria por método confiável (ultra-som ou RM) e todas as ocorrências
pós-embolização em três, seis e doze meses.
CONCLUSÃO
A embolição das artérias uterinas é um método seguro, eficaz e com raras complicações graves.
Embora numerosas perguntas continuem sem respostas, há na literatura médica evidências científicas suficientes para considerar que se trata de um procedimento seguro.
O desenvolvimento de um programa de embolização uterina sustenta-se na seleção de pacientes, na preparação técnica e nos cuidados pós-embolização.
A chave para o sucesso de programas como esse radica-se na formação de equipes multidiciplinares, em que ginecologistas e radiologistas intervencionistas possam desenvolver um trabalho conjunto e harmônico.

FIBROMIALGIA

Fibromialgia caracteriza-se por dor crônica que migra por vários pontos do corpo e se manifesta especialmente nos tendões e nas articulações. Trata-se de uma patologia relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor que atinge, em 90% dos casos, mulheres entre 35 e 50 anos. A fibromialgia não provoca inflamações nem deformidades físicas, mas pode estar associada a outras doenças reumatológicas o que pode confundir o diagnóstico.

Causas
A causa específica da fibromialgia é desconhecida. Sabe-se, porém, que os níveis de serotonina são mais baixos nos portadores da doença e que desequilíbrios hormonais, tensão e estresse podem estar envolvidos em seu aparecimento.
Sintomas
·Dor generalizada e recidivante;
·Fadiga;
·Falta de disposição e energia;
·Alterações do sono que é pouco reparador;
·Síndrome do cólon irritável;
.Sensibilidade durante a micção;
·Cefaléia;
·Distúrbios emocionais e psicológicos.
Diagnóstico
O diagnóstico da fibromialgia baseia-se na identificação dos pontos dolorosos. Ainda não existem exames laboratoriais complementares que possam orientá-lo.
Recomendações
·Tome medicamentos que ajudem a combater os sintomas;
·Evite carregar pesos;
·Fuja de situações que aumentem o nível de estresse;
·Elimine tudo o que possa perturbar seu sono como luz, barulho, colchão incômodo, temperatura desagradável;
·Procure posições confortáveis quando for permanecer sentado por mito tempo;
·Mantenha um programa regular de exercícios físicos;
·Considere a possibilidade de buscar ajuda psicológica
Tratamento
O tratamento da fibromialgia exige cuidados multidisciplinares. No entanto, tem-se mostrado eficaz para o controle da doença:
·uso de analgésicos e antiiflamatórios associados a antidepressivos tricíclicos;
·atividade física regular;
·acompanhamento psicológico e emocional;
·massagens e acupuntura.

Mensagem ás mulheres infectadas pelo HPV

"A infecção na jovem é muito freqüente. Ela pega o vírus porque está iniciando a vida sexual e não teve contato anterior com ele, só que também o elimina mais facilmente depois de alguns meses. Apesar disso, precisa fazer os exames e ser tratada. Por isso, considero importante destacar que todas as mulheres, as jovens em especial, ao receberem o diagnóstico de infecção pelo HPV, devem procurar o ginecologista para tratamento, porque o problema não pode ser encarado de forma simplista. No entanto, não há motivo para pânico. O papilomavírus está relacionado com o diagnóstico de câncer, mas, como regra, não causa essa doença, só o faz em condições especiais.
No que se refere à infecção, como pesquisadora e lidando diariamente com o problema, enxergo que vamos aprender muito observando o processo infeccioso e sua evolução nas mulheres mais jovens." Dra. Maricy Tacla é médica ginecologista, professora do Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas de São Paulo e trabalha no Laboratório Fleury de São Paulo.