sábado, 26 de setembro de 2009

Calor que chega com a maturidade

JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ - DM REVISTA
Goiânia, 26 de setembro de 2009 | Edição nº 7993
Desconforto causado pelo climatério, na menopausa, pode ser amenizado por meio de reposição hormonal(Mayara Jordana)

O relógio biológico das mulheres entra num descompasso de ritmo a partir dos 40 até os 58 anos e avisa que nessa faixa etária iniciam-se alterações metabólicas significativas no organismo feminino, que proporcionam uma série de desconfortos para a maioria das mulheres. O climatério, diferente da menopausa, consiste num conjunto de sintomas que atingem três dentre quatro mulheres, cerca de 10 anos antes da menstruação cessar definitivamente (menopausa).

Longe de ser uma regra entre a maioria do sexo feminino, pois há casos em que, mesmo com variações hormonais extremas, há aquelas que permanecem assintomáticas. Enquanto outras, mesmo com uma instabilidade mínima de níveis, estão suscetíveis a todos os sintomas. De acordo com a ginecologista e obstetra, especialista em ginecologia endócrina, climatério e infanto puberal, Maria Luiza Campos da Silva, o mais famoso é fogacho, ou os calores, que são ondas térmicas e se concentram, principalmente, na região do pescoço e rosto, podendo acompanhar com suor.

Outros sinais mais comuns são alteração menstrual, atrasos no fluxo de sangramento, com maior ou menor intensidade, insônia, cefaleia, câimbras e formigamentos de membros superiores e inferiores, palpitação no coração, aumento dos níveis de ansiedade, transtornos do humor, como depressão, zumbido nos ouvidos, tonturas, dores musculares e articulares, ressecamento ou diminuição da lubrificação vaginal e da libido. “Mas é importante frisar que, neste momento da vida, a mulher está exposta a um maior risco de desenvolver alteração do nível de pressão arterial, glicemia, alteração da glândula tireoide e perda de massa óssea. Além de uma diminuição no seu metabolismo que pode levar a um aumento de peso. Também é nesta época que alguns tipos de tumores são mais frequentes”, acrescenta a ginecologista.

Reposição

Hormonal

Cada caso é um caso. Antes da mulher partir para uma terapia hormonal, é necessário fazer um levantamento histórico para saber sobre os riscos de se submeter à medicação. “Se ela apresentar vários sintomas e intensos, provavelmente será candidata à reposição. Entra a questão se essa paciente pode usar ou não, se tem câncer de mama na família materna, problemas cardíacos ou diabetes, por exemplo, esta possibilidade de tratamento deve ser avaliada com mais cautela para que os riscos não superem os benefícios”, adverte a ginecologista.

Nesse sentido, é preciso alertar que a reposição hormonal não pode ser realizada por todas. Para aquelas que têm hipertensão, o tratamento torna-se uma contraindicação relativa. Isso sem contar com tabagismo, histórico de câncer de mama na família. Também, para quem sofre de diabetes o uso é restrito, pois o hormônio pode piorar o perfil glicêmico da paciente, e “qualquer outra doença que aumente o risco de coagulação sanguínea é contraindicada absoluta para reposição hormonal, que aumenta o risco de complicações como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e a trombose venosa profunda”.

Segundo a médica Maria Luiza, os medicamentos para reposição hormonal são à base de estrógenos e progetágenos, sendo que cada tipo de hormônio será indicado de acordo com o perfil da paciente, tipos de sintomas e as contraindicações. O recomendável é sempre investir em menores dosagens e parar com o tratamento assim que ocorrer a estabilidade no bem-estar. “Não existe mais aquele conceito de usar hormônio para sempre” , destaca Maria Luiza. O custo dos medicamentos fica em torno de R$ 10 a R$ 100 mensais.

Para a mulher que só sente o fogacho, a dica é abusar da soja e linhaça na alimentação. “Esses fito-hormônios agem, principalmente, em sintomas como os calorões, a tonicidade da pele e lubrificação vaginal. Além disso, se a mulher mantém alimentação rica nesses nutrientes, ela retardará o aparecimento dos sintomas da menopausa e adiará o uso de hormônio.”

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Vacinação contra HPV



O médico Mauro Romero Leal Passos, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), esclarece para a Agência Fiocruz de Notícias algumas das principais dúvidas sobre HPV e vacinação.

Fala-se tanto de HPV, mas qual é a dimensão do problema?

Mauro Romero Leal Passos: É muito grande. Acredita-se que cerca de 50% da população sexualmente ativa, em algum momento da vida, cruzam com o HPV. Estima-se que 30 milhões de pessoas em todo o mundo tenham lesões de verruga genital (condiloma acuminado) e 10 milhões apresentem lesões intra-epiteliais de alto grau em colo uterino. Além disso, ocorrem no mundo 500 mil casos de câncer de colo uterino por ano. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são 19.200 casos novos a cada ano de câncer de colo uterino, doença que mata mais de 4 mil mulheres anualmente. Sabe-se que 11% de todos os casos de câncer que acometem as mulheres são causados por HPV. Além de lesões em colo uterino (as principais), os tipos de câncer por HPV podem ser de vulva, vagina, ânus, orofaringe, cavidade bucal e laringe. Cabe dizer ainda que, embora não sejam nem se transformem em doença maligna, os condilomas acuminados causam, por vezes, altos custos para tratamento, faltas ao trabalho, seqüelas locais (por conta de cirurgias e cauterizações) e importantes traumas emocionais, entre outros. Isso tudo é agravado porque em muitos casos a recidiva é grande, de modo que a pessoa com quadro de verruga genital tem que fazer mais de dez visitas ao médico.

Quantas vacinas contra HPV existem?

Passos: Vários são os grupos pesquisando vacina contra HPV. Porém, duas vacinas estão aprovadas no Brasil: a vacina quadrivalente (HPV 6, 11, 16, 18) da Merck Sharp & Dohme (MSD) e as vacinas bivalentes (HPV 16, 18) da Glaxo Smith Kline (GSK).

De que são feitas as vacinas?

Passos: A ciência médica nos últimos anos avançou muito nas questões envolvendo a biologia molecular. O que há trinta anos parecia impossível hoje é coisa corriqueira nos grandes centros de pesquisas sobre genética. Conseguiu-se identificar a parte principal do DNA do HPV (gene) que codifica para a fabricação do capsídeo viral (parte que envolve o genoma do vírus). Depois, usando-se um fungo (Sacaromices cerevisiae), entre outros sistemas, como células de inseto, obteve-se apenas a “capa” do vírus, que, em testes preliminares, mostrou induzir fortemente a produção de anticorpos quando administrada a humanos. Essa “capa” viral, sem qualquer genoma em seu interior, é chamada de partícula semelhante a vírus (em inglês, virus like particle ou VLP). Na verdade, trata-se de um pseudo-vírus. O passo seguinte foi estabelecer a melhor quantidade de VLP e testar em humanos na prevenção de lesões induzidas por HPV. Cabe dizer que cada tipo viral tem uma VLP correspondente para uso como vacina. Assim, uma vacina bivalente tem duas VLP (16, 18). Já uma vacina quadrivalente tem quatro VLP (6, 11, 16, 18). Para que não paire dúvidas sobre o caráter não infeccioso das VLP, imagine um mamão inteiro. Dentro, haverá um monte de sementes (material genético) que, caindo em um terreno fértil, poderão originar um ou mais mamoeiros. Mas, se todas as sementes forem retiradas do interior do mamão, ficando a fruta oca, mesmo que ela seja colocada em um bom terreno, jamais nascerá um pé de mamão. No caso das VLP, elas imitam o HPV, fazendo com que o organismo identifique tal estrutura como um invasor e produza um mecanismo de defesa, de proteção. Esse sistema é bem conhecido, seguro e usado há muito tempo com a vacina contra a hepatite B. Sua fabricação não envolve derivados de células humanas e não tem risco de causar qualquer doença infecciosa.

A vacina é por via oral ou é injeção?

Passos: É por via intramuscular – injeção de apenas 0,5 mL cada dose.

Quantas doses são?

Passos: A vacina quadrivalente contra HPV é proposta em três doses, a saber: data escolhida (1ª dose), 60 dias (2ª dose) e 180 dias (3ª dose). A vacina bivalente também é em três doses, mas sendo data escolhida, 30 dias e 180 dias.

Quanto tempo dura o efeito da vacina?

Passos: Os estudos clínicos têm mostrado que cinco anos após a administração da vacina quadrivalente contra HPV ainda persiste a proteção contra verrugas genitais e neoplasias intra-epiteliais de colo uterino, vulva, vagina e ânus.

Há necessidade de reforço ou dose suplementar? Se houver, quanto tempo depois?

Passos: Até o momento, sabe-se que a proteção, após esquema vacinal completo (três doses), tem durado mais de cinco anos. Existe estudo em andamento no sentido de se fazer uma quarta dose de reforço. Entretanto, será necessário esperar mais tempo para uma resposta definitiva.

Há efeitos colaterais graves?

Passos: Os resultados dos ensaios clínicos publicados em revistas internacionais rigorosas não apontam para esses problemas. Os efeitos adversos mais destacados são mal estar tipo gripe e dor no local da injeção. Porém, freqüentemente, de leve intensidade.

A vacina tem efeito teratogênico?

Passos: Até a presente data não existe qualquer relato sobre dano para o feto caso a mulher engravide durante esquema vacinal contra HPV, embora a experiência seja muito pequena para tirar conclusões com confiança. Somos da opinião de que uma mulher que queira engravidar em seguida à administração das doses de vacina contra HPV espere, pelo menos, um mês após a aplicação da terceira dose. Se houver gravidez entre os intervalos das doses, o médico deve ser avisado. Numa correlação com outra vacina fabricada a partir dos mesmos princípios e com a qual se tem uma vasta experiência, a vacina contra hepatite B, o esperado é que nada de mal ocorra para o bebê. Hoje, temos confiança em vacinar grávidas contra hepatite B. Todavia, como as infecções não são idênticas, o correto, para nós, é evitar vacinação contra HPV em gestantes, pelo menos até que tudo fique bem documentado, o que pode levar anos.

Como se dá a proteção pela vacina?

Passos: Ainda estamos aprendendo muito com a vacina contra HPV. Tem sido observado que, após a administração de dose de vacina contra HPV por via intramuscular, acontece uma enorme produção de anticorpos circulantes (no sangue periférico) que se mantém em níveis elevados durante anos. Na infecção pelo HPV de forma natural, também existe o aparecimento desses mesmos anticorpos. Porém, os níveis são bem inferiores quando comparados aos níveis pós-vacinais. Muitos pesquisadores têm atribuído a esse fator (altíssimos níveis de anticorpos) a proteção contra as lesões induzidas pelo HPV. Diz-se que, com essa explosão de anticorpos, é fácil para eles chegarem aos locais onde, posteriormente, de forma natural, ocorre a introdução do HPV e, então, eles debelariam os vírus no momento inicial da infecção. Assim, não haveria a proliferação do HPV nos tecidos e, conseqüentemente, não ocorreria doença (sintomas). Para o vírus da hepatite B, isso é o que acontece. Todavia, em outras doenças, como HIV/Aids, embora também ocorra uma explosão de anticorpos circulantes, estes não são suficientes para evitar que a infecção progrida e se torne uma doença grave. É possível que os altos e sustentados níveis de anticorpos sejam o principal fator de proteção. Mas não ficaremos surpresos se existirem outros mecanismos que ainda não foram desvendados. O fato principal é que, após esquema vacinal completo contra HPV, as pessoas têm apresentado proteção contra os tipos de vírus usados em cada preparação. Cabe comentar que até hoje – e já se passaram muitos anos, com uso em milhões de pessoas – ainda não se conhece o verdadeiro mecanismo de proteção conferido pela vacina para Bordetella pertussis, leia-se coqueluche.

Tomando vacina contra determinados tipos de HPV a pessoa fica protegida também para outros?

Passos: Os estudos mostram aumento significativo nos níveis de anticorpos de alguns tipos de HPV geneticamente bem próximos aos empregados em cada vacina. Para a vacina quadrivalente (HPV 6, 11, 16, 18), há trabalho mostrando proteção cruzada contra HPV 31 e 45 em 62% dos casos. Já a vacina bivalente (HPV 16, 18) mostrou 94,2% de proteção contra HPV 45, por exemplo.

Quem deve ser vacinado?

Passos: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 28/08/2006, aprovou a vacina quadrivalente para uso em meninas e mulheres com 9 a 26 anos de idade. A vacina quadrivalente contra HPV já foi aprovada em praticamente todo o mundo. A Anvisa aprovou também a vacina bivalente para administração em meninas e mulheres na faixa etária de 9 a 25 anos.

Fala-se muito de estudos em mulheres. Se é uma DST, os homens não serão vacinados?

Passos: Esperamos que um dia a vacina contra HPV também seja aprovada para uso em homens. Ainda não terminaram os ensaios clínicos envolvendo pessoas do sexo masculino para que a pergunta seja respondida de forma convincente. Queremos crer que em mais um ou dois anos teremos uma boa resposta sobre a vacinação em homens, especialmente para os adolescentes.

Quem teve exame positivo para HPV pode tomar a vacina?

Passos: Ter tido um exame positivo para um tipo de HPV não significa que a pessoa está com ou vai ter as lesões causadas pelo HPV. Pode – e isso é freqüente – ser apenas uma positividade transitória. Ou seja: a pessoa entrou em contato com o vírus, mas o sistema imune conseguiu debelar a infecção. Como as vacinas têm mais de um tipo viral, haverá, de rotina, o desenvolvimento de proteção para os tipos de HPV não envolvidos no exame positivo. Porém, não podemos omitir que os estudos recentes publicados sobre vacina contra HPV foram feitos com pessoas com exames prévios negativos.

Após ser vacinada contra HPV, a pessoa pode fazer sexo sem preservativo?

Passos: Uma vacina protege contra um agente infeccioso específico. Assim, uma pessoa vacinada contra alguns tipos de HPV ficará protegida contra as doenças causadas por esses tipos virais da vacina. Portanto, o uso de preservativo (masculino ou feminino) é fundamental contra outras doenças de transmissão sexual que ainda não têm vacina, como HIV, herpes genital, clamídia, sífilis etc.

Se houver grande aceitação da vacina contra HPV, é possível imaginar que, no futuro, os casos de câncer de colo de útero aumentarão muito por causa de outros tipos de HPV que não estão nas vacinas e também porque as pessoas vacinadas vão ter mais relações desprotegidas?

Passos: Não acreditamos que isso se torne uma verdade. Na história das vacinas em humanos, não conseguimos recuperar relatos similares. Não aconteceu isso com a poliomielite, varíola, raiva, rubéola, hepatites A e B, tétano, coqueluche, difteria, meningococo C, pneumococo etc. Pelo contrário: a população que usa a proteção das vacinas acaba tendo mais entendimento dos problemas e agrega mais valores de proteção para a sua saúde e a de seus familiares. Não é fato rotineiro, por exemplo, uma pessoa tomar vacina contra hepatite A e sair por aí tomando qualquer água ou banhando-se em águas sujas.

Com quantos anos deve-se iniciar o exame preventivo?

Passos: De maneira geral, o exame de Papanicolau está indicado para o rastreio do câncer de colo uterino três anos depois de iniciada a vida sexual ou com 25 anos de idade, o que acontecer primeiro. Todavia, muitos médicos e muitas mulheres preferem ter um exame de base assim que existir coito vaginal. Isso pode levar a um vínculo maior da mulher com o sistema de saúde, pois outras situações podem ocorrer, como DST/HIV, gravidez não planejada, disfunção sexual etc.

Como será o rastreio do câncer de colo uterino depois que uma pessoa tomar a vacina contra HPV? Será necessário continuar fazendo exame preventivo?

Passos: Ainda não se pode ter plena certeza de qual será o modelo ideal para todas as populações. O tempo e as pesquisas vão, no futuro, responder melhor a essa pergunta. Entretanto, somos da opinião de que, por enquanto, não se deve mudar o esquema de exame de Papanicolau, ou seja, fazer anualmente. Com dois resultados negativos seguidos, o exame pode ser repetido a cada dois anos, pelo menos.

A vacina contra HPV será dada pelo governo?

Passos: Poderia ser uma atitude ousada nesta fase. Acreditamos que, com o aumento do número de pessoas que usam a vacina e ficam protegidas, a diminuição dos casos de câncer e verrugas genitais causados pelo HPV e a redução dos gastos com diagnóstico e tratamento dessas doenças, os governos poderão disponibilizar uma vacina contra HPV na rede básica de saúde. É evidente que será necessário um bom ajuste de preço, uma vez que a quantidade comprada será de milhões de doses.

Haverá vacina contra HPV associada à vacina contra outra doença?

Passos: Acreditamos que sim, pois já existe um estudo em andamento sobre vacinas contra HPV e hepatite B administradas simultaneamente.

Fonte: Livro de resumos do 2º Congresso da CPLP sobre DST/Aids

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

DIFICULDADE EM ENGRAVIDAR


Parece que a gravidez ocorre facilmente quando o casal não está interessado em ter um filho. Caso contrário, parece que demora mais. Em média, quanto tempo eles devem esperar antes de procurar ajuda?
– Esse é um problema muito sério na vida dos casais, que misturam sexualidade, potência masculina, infertilidade num único pacote.”Não consigo ter um filho porque sou impotente” ou “ela é infértil e me acusa” são fantasmas que atormentam o relacionamento. A auto-cobrança e a cobrança do outro só agravam a situação.
O ideal é deixar que as coisas fluam normalmente. Não adianta marcar hora para o ato sexual porque se perde a espontaneidade e, se a gravidez não ocorrer daquela vez, só vai gerar frustração nos parceiros.
É evidente que depois de um ano de relacionamento se preconiza uma avaliação para verificar as condições de saúde da mulher, sua fisiologia menstrual e ovulatória e as características do espermograma do companheiro. Conforme o caso, pode ser necessário induzir a ovulação ou encaminhá-la para a inseminação artificial.

Quando o casal manifesta o desejo de ter um filho, você recomenda que concentrem as relações sexuais em determinada fase do ciclo menstrual?
– Minha primeira recomendação é que não mudem a dinâmica sexual. É óbvio que se tiverem uma relação a cada três meses, a probabilidade de uma gravidez é baixa. Já se tiverem duas relações por semana, ela aumenta muito.
Está claro que concentrar a freqüência das relações sexuais na época da ovulação ajuda. Para determinar quando ela ocorre, a mulher pode medir a temperatura basal. É um procedimento muito simples. Por via oral ou axilar, todos os dias de manhã, ela coloca o termômetro e anota a temperatura, que sobe em média um grau durante a ovulação.
No entanto, não se pode desconsiderar que a temperatura também sobe se houve relação sexual na noite anterior ou se a mulher apresenta qualquer alteração orgânica.

Quer dizer que se a mulher for medindo diariamente a temperatura e notar que ela subiu um grau, é sinal de que pode estar ovulando?
- É sinal, mas não é um dado absoluto. No entanto, medir a temperatura é útil em duas circunstâncias opostas: para as mulheres que estão querendo engravidar e para as que não querem e estão usando a tabelinha.

Existem outras técnicas que facilitam determinar o período em que ocorre a ovulação?
– Existem exames para medir o nível dos hormônios e o ultra-som que mostra aumento no volume dos ovários quando a moça está prestes a ovular.

Mulheres que tomam pílula durante muito tempo têm mais dificuldade de engravidar?
– Não têm. Por isso recomendo que não interrompam o uso da pílula até o momento em que desejarem engravidar. Com as pílulas atuais, grande parte das pacientes fica grávida assim que suspende a medicação. Eventualmente, algumas podem demorar mais um pouco enquanto o organismo se acomoda à nova situação.

E com o DIU, acontece do mesmo modo?
- A não ser que o DIU seja medicado com progesterona, o que retarda um pouco a gravidez, a mulher pode engravidar assim que o retira.

Problemas de Saúde na Mulher


Entrevista do Dr Drauzio Varella a Dr. Nilo Bozzini. Professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo(USP).

Drauzio – Quais são os principais problemas de saúde que acometem a mulher no início da vida sexual?
Nilo Bozzini – Sem dúvida, hoje, o principal problema são as doenças sexualmente transmissíveis de maneira geral. O grande temor é a AIDS e isso de certa forma tem aproximado as pessoas do médico à procura de informações e orientação.
Embora o meio mais seguro de contracepção para a jovem seja a pílula anticoncepcional, ela não evita a transmissão de doenças. Nesse sentido, só a camisinha resolve.
No passado, quando a mulher nos procurava dizendo que não queria ficar grávida de jeito nenhum, a indicação era que tomasse o anticoncepcional e o parceiro usasse a camisinha. Hoje, é o que se recomenda para as mocinhas não só para evitar a gravidez indesejável, mas como prevenção de doenças. Às vezes, o namorado tem outras parceiras e elas acabam vítimas de uma situação que poderia ser evitada com o uso da camisinha.
Outra coisa que faz a menina procurar o médico é a leucorréia, isto é, o corrimento genital fisiológico que pode aparecer quando ela está para menstruar ou ovulando. A presença dessa secreção que pode ter sido provocada pela mudança das condições hormonais desperta o medo de ter adquirido alguma doença.
A propósito, é interessante lembrar que, com o tempo, as jovens vão reconhecendo as alterações que antecedem o fluxo menstrual e que as mais magras conseguem perceber quando estão ovulando.

Drauzio – Por que as mais magras?
Nilo Bozzini – É engraçado, mas as mais gordinhas não têm essa sensibilidade. Sabe-se que o ovário vai mudando de características durante toda a fisiologia menstrual. Ultra-sons feitos assim que termina a menstruação ou quando está prestes a começar mostram mudanças no volume dessas glândulas. Se a sensibilidade for mais apurada, às vezes, a menina sente um pouquinho de cólica ou apresenta leucorréia durante a ovulação.

Drauzio – Como se diferencia o corrimento fisiológico do corrimento patológico?
Nilo Bozzini – O corrimento fisiológico é parecido com a clara do ovo. A mudança das características de cor e odor e a incidência de prurido são sinais de que não é um corrimento normal. Isso não significa que a pessoa tenha contraído uma doença sexualmente transmissível. Pode ser uma infecção por Cândida, por exemplo.
Há casos em que a presença de corrimento requer que se peça o exame de Papanicolau, um exame de prevenção contra o câncer ginecológico.

Drauzio – Quando e por que deve ser feito o primeiro Papanicolau?
Nilo Bozzini – Apesar de as doenças precursoras do câncer de colo uterino serem de lenta evolução, obrigatoriamente toda a mulher que inicia a vida sexual deve fazer o Papanicolau. No caso de existirem outros problemas de saúde, por exemplo, se ela for imunodeprimida, esse exame deve ser antecipado e feito com mais freqüência.
Trata-se de um procedimento bastante simples. A paciente é colocada em posição ginecológica, o médico introduz o espéculo na vagina, retira material do orifício do colo do útero e da parede vaginal e manda analisar.
O exame de Papanicolau serve também para diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis ou do condiloma, uma afecção que pode, em alguns casos, levar a uma doença maligna.

Drauzio – O que é condiloma?
Nilo Bozzini – O condiloma pode ser clínico ou subclínico. Caracteriza-se por lesões com aspecto semelhante a bolinhas ou pequenas verrugas que aparecem na cavidade do trato genital, ou fora, na vulva. É um episódio que precisa ser valorizado e exige a realização de biópsia para determinar o tipo da doença a fim de prescrever o tratamento adequado.

Drauzio – Com que freqüência deve ser repetido o exame de Papanicolau?
Nilo Bozzini - Mulheres com vida sexual ativa devem fazer o exame de Papanicolau uma vez por ano. Eventualmente, esse tempo deve ser reduzido se elas apresentarem alguma alteração no colo do útero ou fizeram cauterização.

Drauzio – As mulheres geralmente são disciplinadas nesse aspecto…
Nilo Bozzini – As campanhas realizadas no sentido de orientar as mulheres sobre a importância do Papanicolau como prevenção do câncer uterino ajudaram muito a conscientizá-las sobre a necessidade de fazê-lo regularmente. No entanto, por incrível que pareça, são as mulheres mais velhas que, às vezes, relaxam e se esquecem de fazê-lo.

CORRIMENTO VAGINAL


O corrimento genital é queixa muito comum em Ginecologia. É a presença de maior volume de líquido que o necessário à lubrificação da vagina.
O conteúdo normal da vagina é uma mistura de substâncias, principalmente, da secreção das glândulas, da descamação celular, de neutrófilos e microrganismos saprófitas e da transudação dos capilares da parede vaginal.
Em certas condições fisiológicas, o conteúdo vaginal pode aumentar, como por exemplo na época da ovulação e na fase pré menstrual, durante a excitação sexual, no período neonatal, na puberdade, na gestação e no puerpério.
É muito difícil quantificar a secreção normal da vagina. Sob o ponto de vista médico, pode ser um sintoma ou sinal: sintoma quando o volume é tão grande a ponto de ser expelido pela vagina, fazendo com que a paciente perceba a região vulvar permanentemente úmida e suas roupas íntimas molhadas. Sinal, quando apesar do desconhecimento da mulher quanto ao aumento da secreção, à simples inspeção podemos observar a saída através da região vulvar de líquidos sem características fisiológicas.
As causas de corrimento são variadas, pode ter origem infecciosa, alérgica, entre outras.
A infecção pode se originar do crescimento da flora normal da vagina (oportunista), assim como da colonização de novos microrganismos introduzidos através do contato sexual e agravada pela promiscuidade.
É queixa comum nos consultórios de ginecologia.
O trato genital possui alguns mecanismos de defesa contra os microrganismos. Fatores mecânicos, como a pele da vulva, pêlos pubianos, os pequenos lábios e perfeita justaposição das paredes vaginais, já oferecem uma barreira inicial contra os agentes infecciosos.
O muco vaginal alcalino, bastante aumentado na gestação, constitui um tampão mecânico e bactericida eficaz.
Mais importante, entretanto, a autodefesa vaginal, como principal mecanismo contra a infecção. Decorre da presença de lactobacilos (bacilos de Döderlein), que produzem peróxido de hidrogênio e também possuem a capacidade de converter glicogênio em ácido lático. Este, por sua vez, diminui o pH, tornando-o ácido. O mecanismo de autodepuração é indiretamente regulado pelo estrogênio e, portanto, aumenta o substrato para a ação enzimática do lactobacilo.
Ou seja, sua vagina não é totalmente seca.Tem uma lubrificação natural de defesa.Quando esta está aumentada deve ser invetigada pois pode ser sinal de uma infecção, entre outras causas.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Perigo da Obesidade na Gravidez



O perigo da obesidade para as futuras mamães

A fome pode estar ligada a alterações psicológicas e emocionais

A gravidez é um momento delicado e requer cuidados especiais, principalmente quando o assunto é a alimentação que, nessa fase, tem relação direta com a saúde da mãe e a do bebê, tanto na vida intra-uterina como no futuro. A obesidade na gravidez é um problema comum e perigoso. Cerca de 45% das mulheres obesas no mundo ganharam peso após a gravidez. Para a psicóloga e criadora do método de emagrecimento Forma Leve, Yara Daros, a fome não é apenas uma necessidade fisiológica e também pode estar associada a alterações psicológicas e emocionais, como períodos de ansiedade e fragilidade, que podem levar à compulsão alimentar.

Segundo o RDI (Recommended Dietary Intakes), tabela com as recomendações universais sobre alimentação, gestantes a partir do terceiro mês de gravidez devem ingerir apenas 300 calorias a mais do que o normal, totalizando 2.800 calorias por dia. Considera-se que as gestantes de baixo peso ganham em torno de 15 kg; as de peso adequado, entre 10 a 12 kg; e as com sobrepeso ou obesas, entre 6kg e 7kg.

"Ganhar peso excessivamente no período gestacional ou iniciar esse período com sobrepeso ou obesidade são fatores de risco para complicações como diabetes, hipertensão e pré-eclâmpsia, principalmente no final da gestação. Esses males são duas a seis vezes mais comuns em mulheres com excesso de peso" ressalta Yara.

A obesidade durante a gestação também está associada ao maior índice de mortalidade dos recém-nascidos, principalmente no período perinatal, além do nascimento de crianças com defeito no tubo neural, estrutura que dá origem ao cérebro e à medula. A média de peso dos bebês também é maior que o normal, o que pode provocar riscos obstétricos durante o parto, contribuindo para a maior taxa de cesáreas.

"As mulheres que ganham muito peso durante a gravidez têm hábitos alimentares ruins e que, possivelmente, continuam depois do nascimento do bebê. Para as que iniciam a gravidez com sobrepeso ou obesidade, nenhum aumento calórico é recomendado", explica Yara. Ela complementa que, no entanto, o período de gestação não é o mais adequado para perder peso e é fundamental que a gestante com sobrepeso receba orientação alimentar adequada para não colocar a sua vida e de seu bebê em risco.

Dicas para uma gravidez saudável:

Beba água constantemente, de 1,5 a 2 litros por dia.

Consuma pelo menos três frutas por dia, além de legumes e verduras no almoço e jantar. Esses alimentos são ricos em fibras, que previnem a prisão de ventre, muito comum na gestação.

Fracione as refeições em seis a oito vezes ao dia, com pequenas quantidades, e mastigue devagar. Consuma alimentos com baixo teor de gordura e evite ingerir líquidos durante as refeições, para facilitar a digestão e evitar azia.

A carne é muito importante nesse período, por ser rica em ferro e proteínas. O ferro pode ser melhor absorvido se consumido com frutas ricas em vitamina C, como kiwi, laranja, limão, acerola, tangerina e abacaxi.

A amamentação é a grande fonte de perda de peso para a grávida. A mulher que amamenta perde de 400 a 500 calorias por dia. Isso equivale à quantidade de calorias perdidas em mais de uma hora de exercícios aeróbicos.

Tratamento da Calvície


Dr Drauzio Varella entrevista Dr. Luiz Carlos Cuce que é médico e professor de dermatologia no Hospital das Clínicas de São Paulo.

Drauzio – Algumas pessoas nascem com uma carga genética que favorece a queda dos cabelos numa idade muito precoce. Noutros o processo caminha mais devagar. Como respondem ao tratamento esses dois grupos?
Cuce – Se a impressão genética é forte no sentido de favorecer uma queda precoce, as medicações existentes no mercado devem ser tomadas por longos períodos com pequenos intervalos entre eles, porque parou, o cabelo torna a cair. Mesmo os que têm queda menos intensa, devem tomar a medicação por muito tempo. No entanto, as doses podem ser menores e os intervalos de descanso maiores. Quando o peso da carga genética é alto, geralmente se consegue retardar o processo, mas não se consegue obter a cura total.

Drauzio – Quais são os medicamentos que podem ser indicados para quem tem queda de cabelos?
Cuce – O mais conhecido é o Minoxidil, um vasodilatador de uso local com ação sobre os receptores androgênicos do pêlo, ou seja, que ajuda a bloquear os derivados da testosterona. Se a queda for acentuada, pode-se prescrever a versão mais concentrada, já que existem dois tipos de preparação: um mais concentrado e outro menos.
É preciso tomar cuidado porque nem tudo o que apresenta bons resultados para os homens pode ser indicado para as mulheres, uma vez que nelas os efeitos colaterais podem ser desagradáveis. Depois de passar o remédio no couro cabeludo, algumas desenvolveram barba na face e pêlos nos braços, pernas, etc.



Drauzio – Os homens podem usar sem problema a versão mais concentrada?
Cuce – Não podem. É preciso ir tateando a reação de cada um. Sempre é bom começar com uma concentração de 2% ou 3% e ir aumentando gradativamente. Os homens também não devem usar hormônios. Já vi casos desastrosos de indivíduos que usaram estrógeno e progesterona diluídos em loções ou álcool e que desenvolveram sinais femininos importantes. O crescimento da mama, por exemplo, requer intervenção cirúrgica para retirar as glândulas mamárias hipertrofiadas, uma vez que elas não regridem mais depois da suspensão do tratamento.
Já conheci gente desesperada porque está perdendo cabelo e é capaz de loucuras para corrigir esse mal. Tudo tem que ser feito com parcimônia e cuidado. Existem profissionais não habilitados para atuar nessa área que cometem alguns erros crassos.



Drauzio – Qual sua experiência com a Finasterida, medicamento indicado para homens por via oral?
Cuce - Em termos de resultados, pode-se dizer que se consegue a longo prazo de 20% a 30% no máximo de crescimento de cabelo e que 40% não responde absolutamente à Finasterida.
Se a impressão genética for forte, o tratamento precisa ser mantido por toda a vida com doses terapêuticas iguais desde o início e curtos intervalos de repouso a partir de um ano de medicação. Indivíduos com menor influência genética devem tomar o remédio por um ano, um ano e meio. Em seguida, as doses passam a ser menores e mais distanciadas no tempo.
Para as mulheres existe, ainda, a flutamida que apresenta excelentes resultados para a queda de cabelo feminino, mas seu uso precisa ser controlado para acompanhar os efeitos colaterais. Elas podem também usar hormônios por via oral ou diluídos em loção e aplicados na área afetada pela Alopecia.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A Consulta Médica


Como aproveitar melhor o tempo da consulta médica

Durante uma consulta médica, é freqüente que os pacientes ou o próprio médico desviem do assunto em questão e discutam pontos não tão importantes para o esclarecimento da doença.
Por isso preparamos algumas orientações para que você, paciente, possa aproveitar melhor o tempo que passam com os médicos.
O que é uma consulta médica? Consultar um médico significa obter informações a respeito de algum problema de saúde. Você será questionado sobre uma série de coisas e deve dar as respostas bem objetivas e sinceras sobre o problema em questão. Veja algumas dicas para uma boa consulta.

Horário
Nunca chegue atrasado. Você certamente estará atrapalhando outras pessoas. Da mesma forma chegar muito adiantado também poderá causar transtorno nas acomodações e horários de funcionamento do consultório. Programe-se para chegar na hora marcada.

Acompanhantes
O acompanhante só é necessário se puder dar informações úteis sobre o paciente. Caso contrário, pode haver até um certo constrangimento na presença de acompanhantes não familiarizados com o problema.

Cronologia
Procure fazer um resumo do seu problema antes da consulta. Coloque os fatos em ordem cronológica, do início do quadro até o dia da consulta. Se possível escreva, para não esquecer.


Medicação
Anote todos os medicamentos que você toma habitualmente ou tomou durante o período em que esteve adoentado, mesmo se, aparentemente, não tenham relação com o quadro. Se possível, leve as receitas destes medicamentos.

Exames
Leve todos os exames relacionados à sua doença atual. Nunca jogue fora exames antigos, mesmo os normais. É muito importante saber que, naquela época, você estava bem. Assim, o médico pode ter uma idéia aproximada da época de instalação da doença.

Dúvidas
Esclareça todas as suas dúvidas na consulta. Se precisar, anote o que o médico lhe disse, para evitar telefonar e perguntar o que já foi discutido.

Lembre-se

O resultado do tratamento depende de você, de suas informações, de sua dedicação em tomar a medicação e dos cuidados recomendados.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Que É Osteoporose


O que é
A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, aumentando o risco de inesperadas e repentinas fraturas. Osteoporose, literalmente, significa osso poroso. Significa a perda de massa e força do osso. Em geral, a doença progride sem nenhum sintoma ou dor. Muitas vezes, a osteoporose não é descoberta até que um osso fraco se quebre de forma bastante dolorosa. Isso costuma acontecer nas costas ou nas costelas. Infelizmente, depois que acontece uma fratura por causa da osteoporose, o risco de ter outra aumenta. E a quebra dos ossos pode ser um processo desgastante. Mas existem algumas formas de se prevenir a osteoporose. Caso você já tenha, alguns tratamentos podem amenizar a doença.

Como a osteoporose está relacionada à menopausa?
Há uma ligação direta entre a falta de estrogênio depois da menopausa e o desenvolvimento da osteoporose. A menopausa precoce e qualquer outro processo prolongado no qual os níveis de hormônios estejam baixos e a menstruação ausente pode levar à perda de massa óssea.

Como posso saber se eu tenho osteoporose?
Um exame indolor e bem eficaz pode dizer tudo sobre o seu osso. A densitometria óssea é uma espécie de raio-x que usa uma quantidade muito pequena de radiação para medir a força do seu osso.

Como a osteoporose é tratada
Podem ser:
Terapia hormonal
Medicamentos
Cálcio e vitamina D
Exercícios de levantamento de peso
Injeções de substâncias que levam à formação de osso novo

Devo considerar a terapia hormonal?
A terapia hormonal é considerada útil na prevenção ou alívio da perda de massa óssea. É recomendada para mulheres que já entraram na menopausa e que: Tiveram uma menopausa precoce
Têm pouca massa óssea
Possuem vários outros riscos de osteoporose Alguns riscos deste tratamento: câncer de mama, coágulos, infarto, doenças do coração e na vesícula biliar Caso você esteja considerando usar a terapia hormonal apenas para evitar a osteoporose, converse com seu médico. Ele poderá lhe indicar outros tratamentos.

Como me proteger de fraturas se tenho osteoporose?
Remova a bagunça da sua casa ou do escritório
Instale barras de apoio no banheiro
Coloque uma iluminação apropriada
Ponha um piso antiderrapante e remova os tapetes

Como escolher o melhor método contraceptivo



Pílula, injeção, DIU, adesivos e anéis. São diversos os contraceptivos à base de hormônios, o que acaba confundindo a mulher na hora da escolha do melhor método. Mas quais são os benefícios de cada um deles? Qual é o que mais combina com a sua rotina diária?

Para te ajudar na escolha do contraceptivo que mais se encaixe nas suas necessidades, o MinhaVida conversou com Rosa Maria Neme, ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein. Ela afirma que conversando com um especialista você pode sugerir aquele que mais combine com você.

-Os injetáveis: Eles são super práticos, mas podem atrapalhar seu ciclo menstrual devido às doses de longa duração. São uma ótima opção para quem se esquece de tomar as pílulas diárias. "Os contraceptivos injetáveis podem ser usados mensalmente ou trimestralmente. O problema é que eles causam muita irregularidade do ciclo menstrual, o que pode confundir a mulher", explica ginecologista.

-DIU de progesterona: Ele tem uma duração enorme, o que proporciona mais tranqüilidade, além e possuir baixar dosagem de hormônios. "O DIU de progesterona pode permanecer durante 5 anos dentro do útero, além de ter a vantagem de possuir uma baixa dosagem de hormônio e não influenciar no ciclo hormonal (ovulação). Ele também diminui o sangramento vaginal, podendo, em alguns casos, até suspender a menstruação", afirma a especialista.

Adesivos e anel vaginal: Os dois apresentam uma dosagem baixa e são super práticos. Mas, precisam de uma recomendação médica. A quantidade de hormônios pode variar nas duas opções de contraceptivos. Eles podem ser trocados semanalmente ou a cada 3 semanas, sendo ideais para mulheres que esquecem de tomar a pílula diária", diz Rosa Maria Neme.

- Pílula do dia seguinte: Também considerada um contraceptivo hormonal a pílula do dia seguinte só deve ser usada em casos de emergências. "Composta de uma dose mais alta de progesterona, ela evita a gestação em casos especiais (quando a camisinha falha, por exemplo). Mas, não pode ser usada com freqüência, caso contrário, pode causar sérios problemas hormonais", alerta a especialista.

Além do anticoncepcional
Os contraceptivos hormonais podem servir de ajuda extra para mulheres, basta a escolha certa para sentir diversos benefícios, para o corpo. "Os métodos hormonais podem beneficiar a mulher em diferentes aspectos. Mas para isso acontecer é preciso a escolha do ideal para seu organismo. Entre os principais e mais comuns benefícios podem citar a melhora da pele (diminuição drástica da pele ressecada), nas cólicas menstruais, no sangramento vaginal (que tende a diminuir) e nos sintomas da TPM, por exemplo", explica a especialista.

Mito
A especialista afirma que usar anticoncepcionais por mais de um ano não prejudica a capacidade de engravidar. "Isso é um mito, depois de um mês de interrupção do método, as chances de engravidar voltam ao normal", explica.

Olho aberto
Tomar anticoncepcionais sem restrição médica pode resultar em diversos males para a saúde. "Os anticoncepcionais sugerem diversos riscos para saúde da mulher, quando consumidos de forma incorreta. Mulheres fumantes, acima dos 35 anos, devem evitar contraceptivos que contenham o estrógeno sintético, chamado etinilestradiol", alerta a ginecologista. A precaução evita problemas graves, como a trombose.
A tabela acima mostra um esquema prático com todos os métodos comparados.