segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Opções de Tratamento para HPV

O vírus pode ser eliminado espontaneamente ou pode progredir gradativamente. Se a pessoa for imuno-competente, terá maior facilidade de debelar a infecção. Muitas vezes, ela elimina o vírus e fica curada sem saber que o problema ocorreu.
Se por algum motivo estiver imuno-suprimida, porque se infectou com o vírus da Aids, toma medicamentos para não rejeitar um órgão transplantado, ou é fumante, apresentará condições mais favoráveis à evolução do vírus. Por outro lado, a persistência do vírus no organismo por muitos anos (a não ser que a pessoa seja imuno-suscetível, a evolução costuma ser lenta) tem importância muito grande para o desenvolvimento das doenças a ele associadas.
Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a possibilidade de prescrever tratamentos mais conservadores. Uma lesão inicial tem mais chance de ser tratada com sucesso.
No entanto, o tratamento depende do grau da lesão, do nível de imunidade da pessoa e do tempo de evolução da doença, mas sempre se procura começar pela forma mais conservadora. Hoje é possível monitorar com o colposcópio como a paciente está reagindo. O objetivo do tratamento da infecção pelo HPV é a retirada da lesão que ele causa. Lesões restritas, pequenas e superficiais podem ser tratadas só com a aplicação de um agente químico ou pela cauterização clássica. Lesões mais graves exigem eventualmente cirurgia.
Como não existem agentes antivirais específicos para combater o papilomavírus, é preciso estimular o sistema imunológico da pessoa para que ela mesma combata a infecção. Por isso, se recomenda que pare de fumar, faça exercícios físicos e tenha boa alimentação.
Quanto mais precoce for o diagnóstico, menor a lesão e, conseqüentemente, menor a agressividade do vírus e do tratamento. Atualmente, além da cauterização química e pelo cautério clássico, existem recursos terapêuticos avançados, como o laser, por exemplo, que reconstituem com bastante integridade a região afetada.
Não há dúvida de que, nos casos em que o câncer está instalado e há invasão dos tecidos próximos, a indicação pode ser cirúrgica. Entretanto, a necessidade de cirurgias mais amplas e da aplicação de químio e/ou radioterapia é avaliada conforme o grau de agressividade e avanço da doença no corpo da pessoa.

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