sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A cirurgia bariátrica na cura para diabetes tipo 2


Até ontem, passaria por lunático quem pensasse em cirurgia para curar diabetes. Hoje, essa discussão está na ordem do dia.Na década de 1950, houve relatos de pacientes diabéticos portadores de úlceras ou câncer gástrico que, submetidos a cirurgias nas quais o estômago havia sido retirado e o trânsito desviado para porções mais baixas do intestino delgado (gastrectomia com reconstrução em Y-de-Roux), apresentavam reduções dramáticas dos níveis de glicose no sangue.

Quando Edward Mason, na Universidade de Iowa, empregou as mesmas técnicas no tratamento da obesidade grave (cirurgia bariátrica), notou efeito semelhante.

Nessas cirurgias, o volume do estômago geralmente é reduzido a míseros 5% do original. Como conseqüência, as refeições devem ser ingeridas em quantidades compatíveis com a nova condição, sob pena de mal-estar intenso (dumping). Se o paciente operado continuasse com a fome de antes, seria de esperar que tomasse sorvetes e leite condensado aos goles, o dia inteiro.Embora esses casos ocorram, eles são eventuais: a maioria consegue adotar estilos de alimentação mais saudáveis. E, sente bem menos fome do que antes.

Embora uma publicação recente tenha demonstrado que a cirurgia bariátrica reduz a mortalidade por complicações do diabetes em 92%, os riscos de hipoglicemia, infecções, cálculos na vesícula e a necessidade de novas operações para corrigir hérnias e flacidez de pele ainda deixam muitos especialistas relutantes na hora de indicá-la.

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