sexta-feira, 8 de agosto de 2008

INCONTINÊNCIA URINÁRIA - TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO


Há diversas formas de tratar a incontinência urinária, dependendo de sua causa. O fator mais importante para o sucesso do tratamento é a realização de um diagnóstico correto. Cada paciente necessitará de um tratamento individualizado. Tratamento medicamentosoAtualmente muitos casos podem ser tratados exclusivamente com medicamentos, que possuem atuação na musculatura e na inervação de bexiga e uretra. Futuramente também serão utilizados medicamentos que melhoram a continência através da ação facilitadora de coordenação entre o cérebro e a bexiga-uretra.
Terapia comportamental e programas de reabilitação da musculatura pélvicaAtravés de programas de fisioterapia específicos para incontinência urinária, incluindo técnicas como exercícios de reeducação muscular do assoalho pélvico e correção postural, "biofeedback", eletroestimulação e utilização de cones vaginais (dispositivos vaginais)
Reabilitação da região perineal Nas mulheres, em decorrência de lesões produzidas principalmente pelos partos, é comum o mau funcionamento (disfunção) destes músculos. Estas disfunções causam problemas como perda de urina (incontinência urinária) e de fezes (incontinência fecal), abaulamentos na vagina (prolapsos de órgãos internos) e disfunções sexuais. De acordo com o grau de lesão existente, o tratamento das disfunções do assoalho pélvico pode ser feito com cirurgia ou, em casos menos severos, com fisioterapia de reabilitação do períneo. Portanto, a reabilitação do períneo é um conjunto de tratamentos utilizado para restaurar as funções dos músculos do assoalho pélvico feminino.
BiofeedbackÉ um método de treinamento da musculatura do assoalho pélvico que ajuda a ensinar e melhorar a execução dos exercícios de reabilitação do períneo. É um tratamento moderno e simples que tem sido utilizado em todo o mundo e que está disponível em diversos centros no Brasil, incluindo o CECURJ.O Biofeedback tem sido utilizado para ajudar as pessoas a reconhecer grupos de músculos do períneo, facilitando sua contração e relaxamento. Por isso, recentemente, foi reconhecida sua utilidade no tratamento da incontinência urinária.A utilização de exercícios para a musculatura pélvica no tratamento da incontinência urinária foi descrita no final da década de 40 pelo ginecologista Arnold Kegel, utilizando um aparelho de pressão especialmente desenvolvido para ensinar suas pacientes como reforçar os músculos que dão suporte à bexiga e outros órgãos pélvicos. Já se sabia que nas mulheres, os músculos pélvicos são freqüentemente lesionados durante um parto e também que perdem força devido à redução dos níveis hormonais da menopausa. A associação das técnicas de biofeedback aos exercícios da musculatura pélvica (exercícios de Kegel) aumentam a efetividade do tratamento. Atualmente, os aparelhos de Biofeedback são computadorizados e servem para ensinar os exercícios de Kegel (exercícios para musculatura pélvica). O primeiro passo na realização deste tratamento é aprender quais são os músculos corretos para se contrair e relaxar. Com a repetição dos exercícios, a musculatura se torna mais forte e eficiente no controle das funções do assoalho pélvico. Para as pacientes com incontinência urinária esta informação é utilizada para o planejamento de um programa personalizado de exercícios que aumentarão seu controle urinário.Na incontinência urinária de esforço, o profissional de saúde especializado nesta técnica, ensina quando e quais músculos devem ser contraídos para controlar a perda urinária durante a tosse, espirro ou outra atividade física. Na incontinência por urgência, a paciente é ensinada a utilizar a musculatura pélvica para inibir contrações involuntárias da bexiga ou conter a urina até a chegada ao banheiro.O Biofeedback pode ainda ser utilizado em conjunto com medicamentos ou como coadjuvante no tratamento cirúrgico. Esta técnica promove o aprendizado para controlar os músculos do períneo, sendo segura e eficaz, sem apresentar efeitos colaterais..(CECURJ - Centro de Incontinência Urinária do Rio de Janeiro)

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