sexta-feira, 15 de agosto de 2008

PROBLEMAS NA TIREOIDE


A tireóide é uma glândula endócrina importantíssima para o funcionamento harmônico do organismo. Os hormônios liberados por ela, T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina) estimulam o metabolismo, isto é, o conjunto de reações necessárias para assegurar todos os processos bioquímicos do organismo. Os principais distúrbios da tireóide são o hipotireoidismo (baixa ou nenhuma produção de hormônios) e o hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios), doenças que incidem mais nas mulheres do que nos homens.

Sintomas
a)Hipotireoidismo ·Cansaço ·Depressão ·Adinamia (falta de iniciativa) ·Pele seca e fria ·Prisão de ventre ·Diminuição da freqüência cardíaca ·Decréscimo da atividade cerebral ·Voz mais grossa como a de um disco em baixa rotação ·Mixedema (inchaço duro) ·Diminuição do apetite ·Sonolência ·Reflexos mais vagarosos ·Intolerância ao frio ·Alterações menstruais e na potência e libido dos homens.
b) Hipertireoidismo ·Hiperativação do metabolismo ·Nervosismo e irritação ·Insônia ·Aumento da freqüência cardíaca ·Intolerância ao calor ·Sudorese abundante ·Taquicardia ·Perda de peso resultante da queima de músculos e proteínas ·Tremores ·Olhos saltados ·Bócio ·Comprometimento da capacidade de tomar decisões equilibradas

Causas
a)Hipotireoidismo ·Tireoidite de Hashimoto, uma doença auto-imune que provoca a redução gradativa da glândula; ·Falta ou excesso de iodo na dieta.
b)Hipertireoidismo ·Doença de Graves, doença hereditária que se caracteriza pela presença de um anticorpo no sangue que estimula a produção excessiva dos hormônios tireoidianos; ·Bócio com nódulos que produzem hormônios tireoidianos sem a interferência do TSH, hormônio produzido pela hipófise.

Diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito pela dosagem do hormônio TSH produzido pela hipófise e dos hormônios T3 e T4 produzidos pela tireóide. Níveis elevados deTSH e baixos dos hormônios da tireóide caracterizam o hipotireoidismo. TSH baixo e alta dosagem de hormônios da tireóide caracterizam o hipertireoidismo.

Recomendações
·Não se assuste com a idéia de epidemia de problemas na tireóide. Avanço nas técnicas de diagnóstico explica o aumento do número de casos; ·A ingestão regular do iodo contido no sal de cozinha evita a formação de bócio; ·A dosagem do TSH deve ser medida depois dos 40 anos com regularidade; ·Hormônios tireoidianos não devem ser tomados nos regimes para emagrecer (produzem maior queima dos músculos do que de gordura); ·Procure adotar uma dieta alimentar equilibrada. É engano imaginar que o hipotireoidismo seja fator responsável pelo ganho de peso, porque as pessoas costumam ter menos fome quando estão com menor produção dos hormônios tireoidianos; ·Atividade física regular é indicada nos casos de hipotireoidismo, mas contra-indicada para pacientes com hiprtieoidismo; ·Fumar é desaconselhável nos dois casos; ·Não minimize o mau funcionamento da tireóide. Discuta com o médico a melhor forma de tratamento para seu caso e siga suas orientações.

Tratamento
Em ambos os casos o tratamento deve ser introduzido assim que o problema é diagnosticado e depende da avaliação das causas da doença em cada paciente. No hipotireoidismo, deve começar de preferência na fase subclínica com a reposição do hormônio tireoxina que a tireóide deixou de fabricar. Como dificilmente a doença regride, ele deve ser tomado por toda a vida, mas os resultados são muito bons. No hipertireoidismo, o tratamento pode incluir medicamentos, iodo radioativo e cirurgia e depende das características e causas da doença. Deve começar logo e ser prescrito principalmente na 3ª idade a fim de evitar a ocorrência de arritmias cardíacas, hipertensão, fibrilação, infarto e osteoporose.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

INCONTINÊNCIA URINÁRIA - TRATAMENTO CIRÚRGICO




.(CECURJ - Centro de Incontinência Urinária do Rio de Janeiro)

A cirurgia é um tratamento muito eficiente e atualmente estão sendo utilizadas técnicas simplificadas que podem inclusive ser realizadas com anestesia regional.A cirurgia para incontinência urinária visa restaurar o suporte da musculatura do assoalho pélvico. Uma pequena faixa (denominado sling) de material sintético ou tecido da própria paciente (aponeurose), cria um suporte para a uretra e a bexiga, prevenindo assim a perda urinária.A técnica cirúrgica é simples, minimamente invasiva, com anestesia peridural ou raquidiana e com alta hospitalar com menos de 24 h. Em geral, as pacientes saem do hospital urinando normalmente.Tipos de tratamentos: Cirurgias com técnicas minimamente invasivas (SPARC, TVT, sling de aponeurose)

Injeções uretrais Cirurgias de implantação de esfíncter artificial.

Soluções para o tratamento da incontinência urinária
· Perda de peso
· Deixar de fumar
· Diminuir ingestão de cafeína
· Tratamento comportamental
· Fisioterapia pélvica
· Biofeedback
· Tratamento medicamentoso
· Tratamento cirúrgico minimamente invasivo

INCONTINÊNCIA URINÁRIA - TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO


Há diversas formas de tratar a incontinência urinária, dependendo de sua causa. O fator mais importante para o sucesso do tratamento é a realização de um diagnóstico correto. Cada paciente necessitará de um tratamento individualizado. Tratamento medicamentosoAtualmente muitos casos podem ser tratados exclusivamente com medicamentos, que possuem atuação na musculatura e na inervação de bexiga e uretra. Futuramente também serão utilizados medicamentos que melhoram a continência através da ação facilitadora de coordenação entre o cérebro e a bexiga-uretra.
Terapia comportamental e programas de reabilitação da musculatura pélvicaAtravés de programas de fisioterapia específicos para incontinência urinária, incluindo técnicas como exercícios de reeducação muscular do assoalho pélvico e correção postural, "biofeedback", eletroestimulação e utilização de cones vaginais (dispositivos vaginais)
Reabilitação da região perineal Nas mulheres, em decorrência de lesões produzidas principalmente pelos partos, é comum o mau funcionamento (disfunção) destes músculos. Estas disfunções causam problemas como perda de urina (incontinência urinária) e de fezes (incontinência fecal), abaulamentos na vagina (prolapsos de órgãos internos) e disfunções sexuais. De acordo com o grau de lesão existente, o tratamento das disfunções do assoalho pélvico pode ser feito com cirurgia ou, em casos menos severos, com fisioterapia de reabilitação do períneo. Portanto, a reabilitação do períneo é um conjunto de tratamentos utilizado para restaurar as funções dos músculos do assoalho pélvico feminino.
BiofeedbackÉ um método de treinamento da musculatura do assoalho pélvico que ajuda a ensinar e melhorar a execução dos exercícios de reabilitação do períneo. É um tratamento moderno e simples que tem sido utilizado em todo o mundo e que está disponível em diversos centros no Brasil, incluindo o CECURJ.O Biofeedback tem sido utilizado para ajudar as pessoas a reconhecer grupos de músculos do períneo, facilitando sua contração e relaxamento. Por isso, recentemente, foi reconhecida sua utilidade no tratamento da incontinência urinária.A utilização de exercícios para a musculatura pélvica no tratamento da incontinência urinária foi descrita no final da década de 40 pelo ginecologista Arnold Kegel, utilizando um aparelho de pressão especialmente desenvolvido para ensinar suas pacientes como reforçar os músculos que dão suporte à bexiga e outros órgãos pélvicos. Já se sabia que nas mulheres, os músculos pélvicos são freqüentemente lesionados durante um parto e também que perdem força devido à redução dos níveis hormonais da menopausa. A associação das técnicas de biofeedback aos exercícios da musculatura pélvica (exercícios de Kegel) aumentam a efetividade do tratamento. Atualmente, os aparelhos de Biofeedback são computadorizados e servem para ensinar os exercícios de Kegel (exercícios para musculatura pélvica). O primeiro passo na realização deste tratamento é aprender quais são os músculos corretos para se contrair e relaxar. Com a repetição dos exercícios, a musculatura se torna mais forte e eficiente no controle das funções do assoalho pélvico. Para as pacientes com incontinência urinária esta informação é utilizada para o planejamento de um programa personalizado de exercícios que aumentarão seu controle urinário.Na incontinência urinária de esforço, o profissional de saúde especializado nesta técnica, ensina quando e quais músculos devem ser contraídos para controlar a perda urinária durante a tosse, espirro ou outra atividade física. Na incontinência por urgência, a paciente é ensinada a utilizar a musculatura pélvica para inibir contrações involuntárias da bexiga ou conter a urina até a chegada ao banheiro.O Biofeedback pode ainda ser utilizado em conjunto com medicamentos ou como coadjuvante no tratamento cirúrgico. Esta técnica promove o aprendizado para controlar os músculos do períneo, sendo segura e eficaz, sem apresentar efeitos colaterais..(CECURJ - Centro de Incontinência Urinária do Rio de Janeiro)

INCONTINÊNCIA URINÁRIA - TIPOS E SINTOMAS


Incontinência urinária de esforço
É a perda de urina quando o abdômen está sob condição de aumento de pressão. Qualquer esforço físico, como tossir, espirrar, dar risada, carregar peso, ou ainda, levantar da cama, pode resultar em perda urinária.

Urgeincontinência (bexiga hiperativa)
A paciente tem uma vontade súbita e urgente para urinar, acompanhada de perda incontrolável de urina.

Incontinência urinária mista
É a combinação das duas formas descritas acima.

Incontinência paradoxal
A bexiga não consegue esvaziar completamente. O jato urinário é fraco. A paciente urina freqüentemente e apresenta perda ou gotejamento urinário.


Sintomas da incontinência urinária
· Perda de urina com tosse, espirro ou atividade física
· Necessidade urgente e incontrolável para urinar, seguida de perda urinária.
· Micção ou gotejamento urinário freqüente ou constante

PROCURE UM MÉDICO QUANDO:
-Perda do controle urinário que prejudique suas atividades físicas, sociais e sexuais.
- Perda de urina ao tossir, espirrar, carregar uma sacola de compras, fazer qualquer esforço.
- Você precisa correr ao banheiro no primeiro desejo de micção, mas não consegue chegar a tempo e perde urina.
- Você precisa urinar muitas vezes durante o dia e mais de 3 vezes à noite.
- Você sente dor durante a micção ou quando a bexiga está cheia.
- Você não consegue urinar adequadamente logo após uma cirurgia.
- Você apresenta infecções urinárias repetidas.
- O jato urinário está ficando fraco.
.(CECURJ - Centro de Incontinência Urinária do Rio de Janeiro)

INCONTINÊNCIA URINÁRIA - CAUSAS

Segundo a Sociedade Internacional de Continência, incontinência urinária de esforço na mulher é definida como a perda involuntária de urina pela uretra, secundária ao aumento da pressão abdominal, na ausência de contração do músculo vesical, e que acarreta problemas sociais à paciente.

A incontinência urinária é um sintoma desagradável que piora a qualidade de vida das pessoas, prejudicando as atividades diárias e levando a problemas emocionais, tais como, ansiedade, neurose, depressão, além de acarretar disfunções sexuais. Apresenta-se em mulheres de todas as idades e não é um processo inevitável ou irreversível do envelhecimento. É uma condição médica que apresenta diversas causas e com ótimas soluções para o seu tratamento. Este problema além do desconforto físico, gera constrangimento para as pacientes, que se reflete na piora de sua qualidade de vida. Embora não seja uma doença, mas sim uma condição, a perda involuntária de urina não é normal, devendo ser investigada e tratada adequadamente.

Estima-se que milhões de mulheres no mundo inteiro sofram com incontinência urinária. O número deve ser maior do que as estatísticas demonstram, porque as mulheres relutam em discutir este assunto com os médicos.
Mulheres de todas as idades podem ter problemas urinários.Mulheres jovens podem apresentar incontinência urinária após o parto.O problema de perda urinária pode aparecer após a menopausa por falta de hormônio na uretra. Muitas pacientes após os 70 anos têm problemas de controle urinário. Maior a longevidade, maior a incidência de incontinência urinária. Fumante tem 2 vezes mais perda urinária. Obesidade, diabete, álcool, cafeína e infecção urinária são fatores que agravam a incontinência.A incontinência urinária aumenta a ansiedade, a depressão, causa neuroses, disfunção sexual e piora a qualidade de vida.
Existem situações transitórias e definitivas que podem levar à incontinência urinária.
Dentre as situações transitórias, que são responsáveis por cerca de 50% dos casos de incontinência urinária nas mulheres idosas, podemos citar:
- Remédios: existem vários medicamentos que interferem tanto na função vesical como na uretral. - Deficiência hormonal: a função uretral relacionada à contenção urinária está intimamente relacionada à produção hormonal. Após a menopausa, a produção de estrógeno diminui e em algumas mulheres o tecido uretral torna-se mais frágil e sujeito à lesões e infecções.- Infecção urinária: as cistites agudas são muito comuns nas idosas e podem levar a urge-incontinência.- Problemas mentais: alterações mentais graves nas quais o indivíduo perde o sentido de orientação podem levar à perda da consciência do enchimento vesical.Dentre as situações definitivas que levam a incontinência podemos citar:- Gravidez: a gestação aumento a tensão sobre a musculatura da pelve feminina. Além disso, durante o parto pode haver o estiramento e ruptura das fibras musculares do períneo, deslocando a bexiga e a uretra de suas posições normais e causando a perda urinária.Cirurgias abdominais ou pélvicas: destacam-se a histerectomia, as falhas das cirurgias para incontinência e a cirurgias para tratamento de tumores pélvicos.- Acidente vascular cerebral, traumas e tumores medulares: são situações nas quais pode haver comprometimento do controle do sistema nervoso sobre a micção.(CECURJ - Centro de Incontinência Urinária do Rio de Janeiro)