segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Feliz 2009




Se depender de bons propósitos, nossa saúde no ano-novo será perfeita.É sempre assim: arrependidos dos descalabros alimentares e dos exageros alcoólicos cometidos durante a temporada de festas, todo início de ano juramos que, dali em diante, comeremos e beberemos com parcimônia e nos exercitaremos. Alguns dias depois, o sentimento de culpa se esvairá e a vida voltará à sua rotina glutônica e sedentária.Comemos mais do que as necessidades energéticas da vida moderna exigem, porque nosso cérebro foi moldado em época de penúria. A fome, flagelo ancestral de nossa espécie, selecionou entre nossos antepassados aqueles capazes de ingerir grandes quantidades de alimentos para enfrentar as temporadas de jejum forçado que se seguiam. São os genes que herdamos deles os responsáveis pela dificuldade de resistirmos à tentação dos doces e pela incapacidade de parar no fim do primeiro prato de feijoada.Nossa história evolutiva explica por que a fome é uma sensação tão irresistível quanto a sede. Seres humanos que, no passado, eram capazes de comer muito e armazenar o excesso de calorias sob a forma de tecido adiposo deixaram mais descendentes que lutam contra a balança em razão da fartura atual.A necessidade de economizar calorias preciosas no tempo das vacas magras é a razão do paradoxo que cerca a atividade física. Não apenas estamos cansados de saber que o exercício faz bem para o organismo, como sentimos grande bem-estar depois de praticá-lo. Por que, então, uma atividade reconhecidamente benéfica que, ainda por cima, traz prazer físico, é tão difícil de realizar?Só pode ser por uma razão: o exercício físico vai contra a natureza humana. No intervalo das refeições, nossos familiares do tempo das cavernas faziam exercício ou ficavam sentados para economizar energia? Alguém já viu uma onça no zoológico correndo para exercitar os músculos? Ou um chimpanzé fazendo ginástica? Bem-alimentado, o animal repousa, assim como nós que, depois do almoço de domingo, levantamos da mesa direto para nos refestelarmos no sofá.Esse é o ideal da espécie humana: da mesa farta para a poltrona macia.Mas, como vencer esses impulsos ancestrais, diante dos avanços da culinária e do conforto que nos poupa até de sacrifícios insignificantes, como girar a manivela para fechar o vidro do carro ou andar até a TV para mudar o canal?Apesar de reconhecer que a biodiversidade humana é suficientemente complexa para não admitir regras úteis para todos, vou tomar a liberdade de fazer duas recomendações:1) Se você está com excesso de peso, olhe para os alimentos da mesma maneira com que encara a bebida: é bom, mas em excesso prejudica. Fuja da tentação, levante da mesa imediatamente depois de esvaziar o prato. O centro da saciedade demora alguns minutos para ser ativado (a ponto de inibir o impulso da fome). Se você esperar atingir a saciedade completa, pode ter certeza de que comeu mais do que devia.As necessidades energéticas do organismo diminuem com a idade. Não sejamos ridículos de, na maturidade, atacar a comida com a volúpia dos 15 anos.Não vamos esquecer que nosso cérebro processa a perda de gordura como uma ameaça à sobrevivência e toma uma série de medidas drásticas para fazer o corpo voltar ao maior peso já alcançado.2) Se você é daquelas pessoas que esperam sentir disposição para praticar exercício, não perca tempo; ela jamais virá. Pode ser que dê o ar da graça num domingo, na praia, num sítio, mas, no dia-a-dia, esqueça: a natureza humana é sedentária. Para fazer exercício com regularidade, é preciso disciplina militar: acordar mais cedo, cumprir horários, não depender dos outros.Se você é daquelas pessoas chegadas à autocomiseração ("pobre de mim, onde vou achar tempo"), saiba que isso é problema seu. Ou você acha que alguém o resolverá por você? Que alguém lhe dirá: como recompensa por você ser mãe dedicada ou pai responsável, exemplar no trabalho, vamos lhe reservar uma hora por dia para atividade física? Se você tiver mesmo tais qualidades, é mais provável que lhe roubem uma hora a mais de seu tempo já exíguo.Para quem leva uma vida dura, que realmente não deixa espaço para o exercício metódico, regular, a única saída é incorporá-lo às atividades diárias. Pare o carro mais longe, vá a pé. Em vez de pedir para os outros, levante da cadeira e vá buscar. Carregue peso. Sempre existe uma escadaria por perto, e subir escadas é um exercício maravilhoso.
http://drauziovarella.ig.com.br/artigos/natal.asp

A imposição sexual


Desejos sexuais percorrem circuitos de neurônios que fogem do controle consciente.Nos anos 1960, época em que os homossexuais ousaram emergir das sombras nos grandes centros urbanos, os estudiosos, surpresos com tantos homens e mulheres que assumiam a homossexualidade publicamente, imaginavam que a questão teria caráter puramente comportamental. O termo "orientação sexual" se tornou tão generalizado que se infiltrou nos textos médicos, nos livros de psicologia e acabou aceito com orgulho pela própria cultura gay.Essa visão, no entanto, jamais explicou a existência da homossexualidade em todas as culturas conhecidas, nem a precocidade de sua instalação definitiva em meninos e meninas muito antes do que costumamos chamar de idade da razão, nem o fato de que a maioria da população é heterossexual sem ter sequer cogitado a opção contrária.Insatisfeitos com essa interpretação comportamental e entusiasmados com os avanços obtidos pelo Projeto Genoma a partir dos anos 1990, os geneticistas têm procurado identificar a influência dos genes envolvidos na orientação sexual.Em 2005, o debate dos genes versus ambiente ganhou dimensões inesperadas com a publicação na revista "Cell" de uma pesquisa impecavelmente conduzida na Academia Austríaca de Ciências, com drosófilas, as mosquinhas que sobrevoam bananas maduras, modelos de tantos estudos genéticos.Há vários anos foi descrita nas drosófilas a existência de um gene-mestre (fru), capaz de orquestrar um grupo de genes encarregado de coordenar um circuito de 60 neurônios, responsável pela condução dos estímulos sexuais masculinos ou femininos. Basta lesar um desses neurônios para que o inseto não consiga se acasalar adequadamente.O ato sexual nas drosófilas obedece a um ritual bem conhecido: quando se aproxima da fêmea, o macho encosta a perna na dela, toca uma música com as asas para enternecê-la, lambe o sexo da fêmea quando a música termina e, somente depois, copula com ela durante 20 minutos, rigorosamente.No trabalho citado, os austríacos transplantaram a versão masculina do gene fru das drosófilas machos para um grupo de fêmeas. E, num experimento paralelo, a versão feminina do mesmo gene para um grupo de machos.Para espanto geral, as fêmeas que receberam a versão masculina de fru, quando levadas à presença de outra fêmea, adotavam o ritual masculino: tocavam a perna da outra, usavam as asas para a música sedutora e tudo mais. Quando colocadas em ambientes com moscas de ambos os sexos, elas perseguiam sexualmente outras fêmeas sem dar a mínima para o sexo oposto.Ao contrário, quando a versão feminina de fru foi transplantada para os machos, eles se tornaram mais passivos, desinteressados pelas fêmeas e atraídos por outros machos.No final os autores concluíram: "Os dados mostram que comportamentos instintivos podem ser especificados por programas genéticos da mesma forma que o desenvolvimento morfológico de um órgão ou de um nariz".Há muito sabemos que comportamentos complexos em homens e outros animais costumam acontecer sob a influência direta ou indireta de diversos genes. Geralmente são tantos que nos referimos a eles como "constelações de genes". Por isso, a pesquisa dos austríacos causou comoção nos meios científicos e na imprensa leiga (foi matéria de primeira página no jornal Folha de São Paulo e do "New York Times", por exemplo).Gero Miesenboeck, professor de biologia celular em Yale, comentou os achados com as seguintes palavras: "Essa é uma demonstração soberba. Pela primeira vez fica demonstrado que um único gene é capaz de controlar um comportamento de alta complexidade. É intrigante a possibilidade de que outras características comportamentais, como reagir com violência às frustrações, fugir quando assustado ou rir quando alegre, podem estar programadas nos cérebros humanos como produtos da herança genética".Embora não haja certeza de que em mulheres e homens exista um gene equivalente ao gene fru da drosófila, é preciso lembrar que a genética humana sempre se valeu das drosófilas para elucidar nossos mecanismos básicos.É muito provável que o comportamento sexual esteja sob o comando do que chamamos de programa genético aberto.Programas abertos são aqueles em que o catálogo de instruções impresso no DNA admite, dentro de certos limites, a inclusão de informações colhidas por aprendizado, condicionamento ou outras experiências. Por exemplo, se vedarmos o olho esquerdo de uma criança ao nascer, ao retirarmos a venda três meses mais tarde ela terá perdido definitivamente a visão desse olho, embora enxergue normalmente com o outro. O programa genético responsável pela distribuição dos neurônios da retina no cérebro precisa interagir com a luz para incorporar as informações necessárias ao desenvolvimento pleno da visão.Na biologia moderna, o espaço para o velho debate genes versus ambiente está cada vez mais exíguo. O homem é resultado de uma interação complexa entre o programa genético contido no óvulo fecundado e o impacto que a experiência exerce sobre ele. Como disse o mestre Ernst Mayr, um dos grandes biólogos do século passado: "Não existe atividade, movimento ou comportamento que não seja influenciado por um programa genético".Considerar a orientação sexual mera questão de escolha do indivíduo é desconhecer a natureza humana.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Andropausa


Andropausa é um termo criado por analogia com menopausa, fase que ocorre na vida de todas as mulheres como conseqüência da falência dos ovários que deixam de produzir os hormônios estrogênio e progesterona. A menopausa é um marco indicativo do final do ciclo reprodutivo da mulher e pode vir acompanhada de alguns sintomas característicos: ondas de calor, insônia, diminuição da libido, irritabilidade, suores noturnos, etc.Nos homens, o processo é mais lento e insidioso. À medida que envelhecem, cai a produção de testosterona, o hormônio sexual masculino, mas, mesmo com níveis mais baixos, seus valores ainda podem ser considerados dentro da faixa de normalidade. Apesar de algumas mudanças físicas e psicológicas se instalarem por causa da queda desse hormônio, nem todos irão apresentar os sintomas característicos da andropausa. Isso só acontece com aqueles que têm uma diminuição mais expressiva dos níveis hormonais e, ainda assim, as manifestações são mais discretas e menos aparentes do que nas mulheres.De qualquer forma, a andropausa é um período na vida do homem em que podem ocorrer sintomas que devem ser valorizados.

Cólicas menstruais


Durante o ciclo menstrual, as mulheres podem apresentar distúrbios que interferem em sua qualidade de vida. Um deles é a tensão pré-menstrual (TPM), ou desordem disfórica pré-menstrual, que ocorre antes da menstruação e caracteriza-se por sintomas físicos (retenção de líquidos, aumento das mamas que ficam doloridas, dor de cabeça) e sintomas psicológicos, tais como irritabilidade, agressividade, nervosismo, vontade de chorar por qualquer motivo, depressão. Embora o nome tensão pré-menstrual tenha surgido na década de 1930, esse distúrbio foi descrito por Hipócrates, séculos antes de Cristo. O outro é a cólica menstrual, ou dismenorréia, um problema que afeta praticamente todas as mulheres em algum momento da vida e que pode variar de intensidade. Em alguns casos, a dor e o mal-estar são suportáveis, mas noutros os sintomas são tão intensos e persistentes que impedem o exercício de atividades normais.
leia a entrevista na íntegra http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas/colicasm.asp

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Depressão nas Mulheres

A perda de alguém muito querido, o fracasso profissional ou econômico, uma decepção amorosa, o ambiente familiar hostil são acontecimentos negativos que justificam a tristeza e provocam certo rebaixamento na forma de ver e sentir a vida. O normal, porém, é a pessoa ir reagindo aos poucos, encontrar caminhos para superar os maus momentos e retomar as atividades rotineiras. Entretanto, há casos em que a tristeza, muitas vezes até injustificada, não passa. Na verdade, tristeza não é a melhor palavra nesse contexto. Melhor seria chamá-la de depressão, ou seja, uma doença que se prolonga no mínimo por duas semanas, afeta a capacidade de sentir prazer e compromete a qualidade de vida.Depressão é um transtorno grave, bastante freqüente, que interfere com o sono, o apetite, a sexualidade, o ânimo, a disposição para realizar as tarefas diárias, a capacidade de concentração e de alegrar-se. Ela acomete mais as mulheres, na proporção de duas para cada homem. A primeira crise costuma instalar-se no início da adolescência, mas pode ocorrer em qualquer idade. São inúmeras as razões para sua prevalência no sexo feminino. Entre as de ordem biológica, estão as oscilações nos níveis dos hormônios estrogênio e progesterona durante os ciclos menstruais, na gravidez, pós-parto, menopausa e climatério e na produção de cortisol, o hormônio mediador do estresse. Fatores psicossociais também podem estar envolvidos nos episódios de depressão nas mulheres que, ao longo dos séculos e na maioria das civilizações, foram muito desconsideradas. Os direitos que conquistaram nas últimas décadas pouco reduziram o grau de exigência que recai sobre elas. Apesar de muitas assumirem sozinhas os encargos da família, do aumento da jornada de trabalho, da necessidade de provar competência profissional a todo instante, de ser boa mãe, companheira amantíssima e dona de casa prestimosa, sem perder a forma física e a elegância impostas pelos atuais padrões de beleza, ainda assim, costumam ser invadidas por um sentimento de culpa injustificável, que favorece o aparecimento de quadros depressivos nas pessoas predispostas. Nos casos mais graves, depressão é uma distúrbio que pode pôr em risco a vida. Por isso, os sintomas devem ser valorizados pela família e pelos profissionais de saúde.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

PROBLEMAS NA TIREOIDE


A tireóide é uma glândula endócrina importantíssima para o funcionamento harmônico do organismo. Os hormônios liberados por ela, T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina) estimulam o metabolismo, isto é, o conjunto de reações necessárias para assegurar todos os processos bioquímicos do organismo. Os principais distúrbios da tireóide são o hipotireoidismo (baixa ou nenhuma produção de hormônios) e o hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios), doenças que incidem mais nas mulheres do que nos homens.

Sintomas
a)Hipotireoidismo ·Cansaço ·Depressão ·Adinamia (falta de iniciativa) ·Pele seca e fria ·Prisão de ventre ·Diminuição da freqüência cardíaca ·Decréscimo da atividade cerebral ·Voz mais grossa como a de um disco em baixa rotação ·Mixedema (inchaço duro) ·Diminuição do apetite ·Sonolência ·Reflexos mais vagarosos ·Intolerância ao frio ·Alterações menstruais e na potência e libido dos homens.
b) Hipertireoidismo ·Hiperativação do metabolismo ·Nervosismo e irritação ·Insônia ·Aumento da freqüência cardíaca ·Intolerância ao calor ·Sudorese abundante ·Taquicardia ·Perda de peso resultante da queima de músculos e proteínas ·Tremores ·Olhos saltados ·Bócio ·Comprometimento da capacidade de tomar decisões equilibradas

Causas
a)Hipotireoidismo ·Tireoidite de Hashimoto, uma doença auto-imune que provoca a redução gradativa da glândula; ·Falta ou excesso de iodo na dieta.
b)Hipertireoidismo ·Doença de Graves, doença hereditária que se caracteriza pela presença de um anticorpo no sangue que estimula a produção excessiva dos hormônios tireoidianos; ·Bócio com nódulos que produzem hormônios tireoidianos sem a interferência do TSH, hormônio produzido pela hipófise.

Diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito pela dosagem do hormônio TSH produzido pela hipófise e dos hormônios T3 e T4 produzidos pela tireóide. Níveis elevados deTSH e baixos dos hormônios da tireóide caracterizam o hipotireoidismo. TSH baixo e alta dosagem de hormônios da tireóide caracterizam o hipertireoidismo.

Recomendações
·Não se assuste com a idéia de epidemia de problemas na tireóide. Avanço nas técnicas de diagnóstico explica o aumento do número de casos; ·A ingestão regular do iodo contido no sal de cozinha evita a formação de bócio; ·A dosagem do TSH deve ser medida depois dos 40 anos com regularidade; ·Hormônios tireoidianos não devem ser tomados nos regimes para emagrecer (produzem maior queima dos músculos do que de gordura); ·Procure adotar uma dieta alimentar equilibrada. É engano imaginar que o hipotireoidismo seja fator responsável pelo ganho de peso, porque as pessoas costumam ter menos fome quando estão com menor produção dos hormônios tireoidianos; ·Atividade física regular é indicada nos casos de hipotireoidismo, mas contra-indicada para pacientes com hiprtieoidismo; ·Fumar é desaconselhável nos dois casos; ·Não minimize o mau funcionamento da tireóide. Discuta com o médico a melhor forma de tratamento para seu caso e siga suas orientações.

Tratamento
Em ambos os casos o tratamento deve ser introduzido assim que o problema é diagnosticado e depende da avaliação das causas da doença em cada paciente. No hipotireoidismo, deve começar de preferência na fase subclínica com a reposição do hormônio tireoxina que a tireóide deixou de fabricar. Como dificilmente a doença regride, ele deve ser tomado por toda a vida, mas os resultados são muito bons. No hipertireoidismo, o tratamento pode incluir medicamentos, iodo radioativo e cirurgia e depende das características e causas da doença. Deve começar logo e ser prescrito principalmente na 3ª idade a fim de evitar a ocorrência de arritmias cardíacas, hipertensão, fibrilação, infarto e osteoporose.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

INCONTINÊNCIA URINÁRIA - TRATAMENTO CIRÚRGICO




.(CECURJ - Centro de Incontinência Urinária do Rio de Janeiro)

A cirurgia é um tratamento muito eficiente e atualmente estão sendo utilizadas técnicas simplificadas que podem inclusive ser realizadas com anestesia regional.A cirurgia para incontinência urinária visa restaurar o suporte da musculatura do assoalho pélvico. Uma pequena faixa (denominado sling) de material sintético ou tecido da própria paciente (aponeurose), cria um suporte para a uretra e a bexiga, prevenindo assim a perda urinária.A técnica cirúrgica é simples, minimamente invasiva, com anestesia peridural ou raquidiana e com alta hospitalar com menos de 24 h. Em geral, as pacientes saem do hospital urinando normalmente.Tipos de tratamentos: Cirurgias com técnicas minimamente invasivas (SPARC, TVT, sling de aponeurose)

Injeções uretrais Cirurgias de implantação de esfíncter artificial.

Soluções para o tratamento da incontinência urinária
· Perda de peso
· Deixar de fumar
· Diminuir ingestão de cafeína
· Tratamento comportamental
· Fisioterapia pélvica
· Biofeedback
· Tratamento medicamentoso
· Tratamento cirúrgico minimamente invasivo

INCONTINÊNCIA URINÁRIA - TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO


Há diversas formas de tratar a incontinência urinária, dependendo de sua causa. O fator mais importante para o sucesso do tratamento é a realização de um diagnóstico correto. Cada paciente necessitará de um tratamento individualizado. Tratamento medicamentosoAtualmente muitos casos podem ser tratados exclusivamente com medicamentos, que possuem atuação na musculatura e na inervação de bexiga e uretra. Futuramente também serão utilizados medicamentos que melhoram a continência através da ação facilitadora de coordenação entre o cérebro e a bexiga-uretra.
Terapia comportamental e programas de reabilitação da musculatura pélvicaAtravés de programas de fisioterapia específicos para incontinência urinária, incluindo técnicas como exercícios de reeducação muscular do assoalho pélvico e correção postural, "biofeedback", eletroestimulação e utilização de cones vaginais (dispositivos vaginais)
Reabilitação da região perineal Nas mulheres, em decorrência de lesões produzidas principalmente pelos partos, é comum o mau funcionamento (disfunção) destes músculos. Estas disfunções causam problemas como perda de urina (incontinência urinária) e de fezes (incontinência fecal), abaulamentos na vagina (prolapsos de órgãos internos) e disfunções sexuais. De acordo com o grau de lesão existente, o tratamento das disfunções do assoalho pélvico pode ser feito com cirurgia ou, em casos menos severos, com fisioterapia de reabilitação do períneo. Portanto, a reabilitação do períneo é um conjunto de tratamentos utilizado para restaurar as funções dos músculos do assoalho pélvico feminino.
BiofeedbackÉ um método de treinamento da musculatura do assoalho pélvico que ajuda a ensinar e melhorar a execução dos exercícios de reabilitação do períneo. É um tratamento moderno e simples que tem sido utilizado em todo o mundo e que está disponível em diversos centros no Brasil, incluindo o CECURJ.O Biofeedback tem sido utilizado para ajudar as pessoas a reconhecer grupos de músculos do períneo, facilitando sua contração e relaxamento. Por isso, recentemente, foi reconhecida sua utilidade no tratamento da incontinência urinária.A utilização de exercícios para a musculatura pélvica no tratamento da incontinência urinária foi descrita no final da década de 40 pelo ginecologista Arnold Kegel, utilizando um aparelho de pressão especialmente desenvolvido para ensinar suas pacientes como reforçar os músculos que dão suporte à bexiga e outros órgãos pélvicos. Já se sabia que nas mulheres, os músculos pélvicos são freqüentemente lesionados durante um parto e também que perdem força devido à redução dos níveis hormonais da menopausa. A associação das técnicas de biofeedback aos exercícios da musculatura pélvica (exercícios de Kegel) aumentam a efetividade do tratamento. Atualmente, os aparelhos de Biofeedback são computadorizados e servem para ensinar os exercícios de Kegel (exercícios para musculatura pélvica). O primeiro passo na realização deste tratamento é aprender quais são os músculos corretos para se contrair e relaxar. Com a repetição dos exercícios, a musculatura se torna mais forte e eficiente no controle das funções do assoalho pélvico. Para as pacientes com incontinência urinária esta informação é utilizada para o planejamento de um programa personalizado de exercícios que aumentarão seu controle urinário.Na incontinência urinária de esforço, o profissional de saúde especializado nesta técnica, ensina quando e quais músculos devem ser contraídos para controlar a perda urinária durante a tosse, espirro ou outra atividade física. Na incontinência por urgência, a paciente é ensinada a utilizar a musculatura pélvica para inibir contrações involuntárias da bexiga ou conter a urina até a chegada ao banheiro.O Biofeedback pode ainda ser utilizado em conjunto com medicamentos ou como coadjuvante no tratamento cirúrgico. Esta técnica promove o aprendizado para controlar os músculos do períneo, sendo segura e eficaz, sem apresentar efeitos colaterais..(CECURJ - Centro de Incontinência Urinária do Rio de Janeiro)

INCONTINÊNCIA URINÁRIA - TIPOS E SINTOMAS


Incontinência urinária de esforço
É a perda de urina quando o abdômen está sob condição de aumento de pressão. Qualquer esforço físico, como tossir, espirrar, dar risada, carregar peso, ou ainda, levantar da cama, pode resultar em perda urinária.

Urgeincontinência (bexiga hiperativa)
A paciente tem uma vontade súbita e urgente para urinar, acompanhada de perda incontrolável de urina.

Incontinência urinária mista
É a combinação das duas formas descritas acima.

Incontinência paradoxal
A bexiga não consegue esvaziar completamente. O jato urinário é fraco. A paciente urina freqüentemente e apresenta perda ou gotejamento urinário.


Sintomas da incontinência urinária
· Perda de urina com tosse, espirro ou atividade física
· Necessidade urgente e incontrolável para urinar, seguida de perda urinária.
· Micção ou gotejamento urinário freqüente ou constante

PROCURE UM MÉDICO QUANDO:
-Perda do controle urinário que prejudique suas atividades físicas, sociais e sexuais.
- Perda de urina ao tossir, espirrar, carregar uma sacola de compras, fazer qualquer esforço.
- Você precisa correr ao banheiro no primeiro desejo de micção, mas não consegue chegar a tempo e perde urina.
- Você precisa urinar muitas vezes durante o dia e mais de 3 vezes à noite.
- Você sente dor durante a micção ou quando a bexiga está cheia.
- Você não consegue urinar adequadamente logo após uma cirurgia.
- Você apresenta infecções urinárias repetidas.
- O jato urinário está ficando fraco.
.(CECURJ - Centro de Incontinência Urinária do Rio de Janeiro)

INCONTINÊNCIA URINÁRIA - CAUSAS

Segundo a Sociedade Internacional de Continência, incontinência urinária de esforço na mulher é definida como a perda involuntária de urina pela uretra, secundária ao aumento da pressão abdominal, na ausência de contração do músculo vesical, e que acarreta problemas sociais à paciente.

A incontinência urinária é um sintoma desagradável que piora a qualidade de vida das pessoas, prejudicando as atividades diárias e levando a problemas emocionais, tais como, ansiedade, neurose, depressão, além de acarretar disfunções sexuais. Apresenta-se em mulheres de todas as idades e não é um processo inevitável ou irreversível do envelhecimento. É uma condição médica que apresenta diversas causas e com ótimas soluções para o seu tratamento. Este problema além do desconforto físico, gera constrangimento para as pacientes, que se reflete na piora de sua qualidade de vida. Embora não seja uma doença, mas sim uma condição, a perda involuntária de urina não é normal, devendo ser investigada e tratada adequadamente.

Estima-se que milhões de mulheres no mundo inteiro sofram com incontinência urinária. O número deve ser maior do que as estatísticas demonstram, porque as mulheres relutam em discutir este assunto com os médicos.
Mulheres de todas as idades podem ter problemas urinários.Mulheres jovens podem apresentar incontinência urinária após o parto.O problema de perda urinária pode aparecer após a menopausa por falta de hormônio na uretra. Muitas pacientes após os 70 anos têm problemas de controle urinário. Maior a longevidade, maior a incidência de incontinência urinária. Fumante tem 2 vezes mais perda urinária. Obesidade, diabete, álcool, cafeína e infecção urinária são fatores que agravam a incontinência.A incontinência urinária aumenta a ansiedade, a depressão, causa neuroses, disfunção sexual e piora a qualidade de vida.
Existem situações transitórias e definitivas que podem levar à incontinência urinária.
Dentre as situações transitórias, que são responsáveis por cerca de 50% dos casos de incontinência urinária nas mulheres idosas, podemos citar:
- Remédios: existem vários medicamentos que interferem tanto na função vesical como na uretral. - Deficiência hormonal: a função uretral relacionada à contenção urinária está intimamente relacionada à produção hormonal. Após a menopausa, a produção de estrógeno diminui e em algumas mulheres o tecido uretral torna-se mais frágil e sujeito à lesões e infecções.- Infecção urinária: as cistites agudas são muito comuns nas idosas e podem levar a urge-incontinência.- Problemas mentais: alterações mentais graves nas quais o indivíduo perde o sentido de orientação podem levar à perda da consciência do enchimento vesical.Dentre as situações definitivas que levam a incontinência podemos citar:- Gravidez: a gestação aumento a tensão sobre a musculatura da pelve feminina. Além disso, durante o parto pode haver o estiramento e ruptura das fibras musculares do períneo, deslocando a bexiga e a uretra de suas posições normais e causando a perda urinária.Cirurgias abdominais ou pélvicas: destacam-se a histerectomia, as falhas das cirurgias para incontinência e a cirurgias para tratamento de tumores pélvicos.- Acidente vascular cerebral, traumas e tumores medulares: são situações nas quais pode haver comprometimento do controle do sistema nervoso sobre a micção.(CECURJ - Centro de Incontinência Urinária do Rio de Janeiro)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Depressão na Menopausa

"As diferenças na prevalência dos transtornos do humor entre homens e mulheres têm se mostrado constantes entre as várias culturas. Os achados mostram duas a três vezes mais depressão maior e distimia entre mulheres (ROBINS et al,1984; KESSLER et al,1994). Por outro lado, o número de mulheres na menopausa vem crescendo com o aumento da expectativa de vida e a depressão é uma enfermidade psíquica comum em todas as fases da vida da mulher.Acresce que o mito de que há ainda maior risco de depressão na menopausa é arraigado na nossa sociedade. Assim, mais de 2/3 das mulheres temem apresentá-la, embora este temor não esteja associado à forma como elas virão a vivenciar o climatério. Os fatores psicossociais são os que têm sido mais associados à depressão e seriam: mudanças nos papéis familiares, eventos estressantes da vida, envelhecimento e perda do papel reprodutivo/feminilidade. Teriam também influência, as normas, os valores culturais e o quanto a mulher investe na valorização das alterações fisiológicas desse período (DENNERSTEIN, 1987; HUNTER, 1990; KAUFERT et al, 1992; KERR-CORRÊA et al, 1998). O "efeito dominó" (aparecimento dos sintomas físicos na perimenopausa levando as alterações do humor) de maneira isolada e de maneira generalizada não explicaria a depressão na menopausa, mas poderia ser significativa em mulheres vulneráveis (HUNTER, 1990; SCHMIDT & RUBINOW, 1991). O principal mecanismo fisiológico proposto para explicar a depressão no climatério até o momento seria o déficit de estrógenos.Por suas repercussões no SNC (ação estimuladora dos sistemas serotoninérgicos e adrenérgicos, facilitador da down-regulation dos receptores 5HT2, estimulante do fator de crescimento de neurônios), seria o fator mais relevante na fisiopatologia da depressão na menopausa (GENAZZANI[RTF bookmark start: Ref444588907 et al, 1999; SHERWIN et al, 1996; STAHL, 1996; JOFFE & COHEN, 1998)[RTF bookmark end: _Ref444588907].Por outro lado, um período prolongado de perimenopausa aumentaria moderadamente o risco para depressão, enquanto a perimenopausa em si [RTF bookmark start: -HIt441823088] aumentaria tal risco discretamente (AVIS et al, 1994) [RTF bookmark end: _HIt441823088]. Um episódio depressivo prévio, transtorno disfórico pré-menstrual e depressão puerperal também acrescentariam a esse risco (HUNTER, 1990; KAUFTER et al, 1992; PEARLSTEIN, 1995).A menopausa cirúrgica não estaria associada à depressão. Seria secundária a uma série de fatores, tal como: episódio depressivo prévio, uso nocivo/dependência de álcool, baixo nível educacional, alto nível de estresse psicológico prévio história de doença psiquiátrica e histerectomia precoce (AVIS et al, 1994; EVERSON et al, 1995).A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) utilizada no tratamento dos sintomas da menopausa pode ser coadjuvante no tratamento da depressão na menopausa. Estudos comprovam a melhora dos sintomas vasomotores, do trofismo vaginal, da qualidade do sono, da libido, bem como a diminuição da osteoporose e da incidência de doenças cardiovasculares (IAM e AVC), além de provável efeito protetor contra a doença de Alzheimer, embora seja um tratamento não sem controvérsias.Assim, a TRH não estaria isenta de riscos (câncer de mama e endométrio e litíase biliar) (ROBB-NICHOLSON, 1997). A associação com progesterona poderia diminuir esses riscos mas, em contrapartida, haveria um possível efeito desestabilizador do humor contrapondo-se aos efeitos positivos dos estrógenos (REDDY, 1997; RUPPRECHT, 1997). O papel dos andrógenos ainda é pouco estudado, havendo indícios de uma correlação da dehidroepiandrosterona (DHEA) com bem-estar e humor (SKOLNICK, 1996; BARRETT-CONNOR et al, 1999) e um crescente interesse no estudo desse tipo de TRH.A melhora dos sintomas físicos melhoraria também a irritabilidade, a ansiedade e a libido. Quanto aos aspectos cognitivos, a TRH com estrógenos também parece trazer benefícios, embora mais estudos sejam necessários para que se comprovem essas observações.Com os avanços na compreensão da ação dos hormônios esteróides no SNC e suas relações no comportamento e transtornos do humor, principalmente nas mulheres, o psiquiatra deve estar atento para a possibilidade de incorporar a TRH ao arsenal terapêutico do tratamento dos transtornos do humor na mulher. Principalmente aquelas que, em sua história, apresentam dados que evidenciam sensibilidade às oscilações durante sua vida reprodutiva: transtorno disfórico prémenstrual, depressão puerperal e depressão induzida pelo uso de anticoncepcionais orais. Deve-se entretanto lembrar que as reações à TRH variam de mulher para mulher, portanto não podem ser padronizadas Mulheres sem história prévia de transtornos do humor, apresentando sintomas depressivos ou depressões leves/moderadas e com sintomas vasomotores poderiam ser tratadas somente com TRH. Depressões graves devem ser tratadas com antidepressivos (STAHL, 1998).Apesar dos poucos trabalhos publicados na área (na sua maioria estudos que utilizaram diferentes tipos de hormônios com dosagens não padronizadas, sem correlação dose/resposta, admitiram mulheres em diversas etapas da menopausa ou sem confirmação laboratorial da menopausa, foram não controlados e retrospectivos), há evidências de que a TRH teria propriedades antidepressivas e/ou aumentaria a eficácia dos antidepressivos. O potencial benéfico da TRH como coadjuvante no tratamento da depressão necessita mais estudos para que seja estabelecido, principalmente quanto ao papel dos hormônios andrógenos."

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Terapia Sexual

A terapia sexual difere das outras formas de tratamento das disfunções sexuais pela objetividade da cura do sintoma sexual empregando-se técnicas médicas e psicológicas concomitantemente de um modo focal e breve. O terapeuta sexual busca a melhora da atividade sexual ao mesmo tempo em que procura melhor relacionamento entre o casal. O tempo despendido, converge para a cura das disfunções tais como, a falta de desejo, a disfunção erétil ou o vaginismo e se distingue de outras formas de tratamento como por exemplo, a terapia conjugal ou a psicanálise, pois estas duas modalidades de tratamento observam os problemas sexuais como expressões de conflitos subconscientes e ou transações intrapessoais destrutivas, não tratando o sintoma sexual diretamente nem isoladamente de outros problemas.O alvo inicial e principal da terapia sexual seria a modificação das causas imediatas e das defesas contra a sexualidade. Lidamos porém com a estrutura mais remota do problema apenas na extensão em que for necessário para aliviar o sintoma visado e como garantia de que o problema possa ser superado. A terapia do sexo é considerada completa quando a dificuldade sexual do casal for aliviada porém o tratamento só estará concluído quando os fatores que eram diretamente responsáveis pelo problema forem identificados e suficientemente resolvidos.
LEIA NA ÍNTEGRA http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=1646&PHPSESSID=fa42bc579811682dc35cf8a03d3a4b1a

terça-feira, 15 de julho de 2008

Gravidez e Cuidados Especiais


Gravidez não é doença, mas é uma fase da vida em que a mulher requer cuidados especiais. Do ponto de vista médico, costuma ser dividida em três trimestres.O primeiro talvez seja o que mais apresenta reações indesejáveis. A gestante fica sonolenta, com a sensibilidade à flor da pele. Os seios intumescem e ficam doloridos. Algumas têm enjôo, náuseas e chegam a vomitar. No segundo trimestre, o mais tranqüilo, a mulher se sente mais disposta e o mal-estar desaparece. Se não fosse a barriga dar sinais de que acolhe um novo membro da família nem se notaria diferença no seu jeito de ser.O terceiro trimestre parece que demora mais a passar. O volume do útero aumenta muito, o que causa alterações não só na aparência, mas na anatomia e fisiologia da mulher. Nesse período, as visitas ao médico têm de ser mais freqüentes e os cuidados redobrados.O apoio do marido e da família é fundamental para que a mulher leve a gestação com tranqüilidade e confiança.

A PÍLULA DO DIA SEGUINTE

O início da vida sexual ocorre cada vez mais cedo, na maior parte das vezes, sem que os jovens se preocupem com nenhum procedimento contraceptivo. Conseqüentemente, não são raros os casos de meninas grávidas aos onze, doze anos de idade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a única maneira de evitar tais incidentes é mantê-las informadas a respeito dos riscos a que estão expostas - entre eles, a transmissão de doenças graves como a AIDS, por exemplo, - e garantir-lhes o acesso aos métodos anticoncepcionais. Entretanto, apesar do nível de informação sempre crescente a respeito dos riscos e implicações inerentes ao exercício da sexualidade e dos meios disponíveis para evitá-los, muitas moças se descuidam e engravidam. As desculpas são muitas: acharam desnecessária a prevenção, porque consideravam remota a possibilidade de manter relações sexuais, haja vista que não tinham namorado fazia muito tempo, ou porque as relações eram tão esporádicas que não justificavam o uso contínuo das pílulas anticoncepcionais, ou, ainda, porque o rapaz tinha o hábito de usar preservativos. De repente, as coisas escapam de seu controle e elas se dão conta de que o programa do dia anterior coincidiu exatamente com o período fértil. Diante da possibilidade de uma gestação indesejada, muitas recorrem à pílula pós-coital, também conhecida como pílula do dia seguinte, ou do arrependimento, que deveria ser usada só em situações extremas e não como rotina para evitar a gravidez.LEIA MAIS http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas/pilulaposcoital.asp

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Obesidade e Saúde


Desse mundo globalizado onde tudo é muito rápido e não há tempo para quase nada, inclusive para alimentar-se com cuidado, herdamos as disfunções alimentares e suas conseqüências. Por outro lado, a pressão da sociedade para estarmos sempre belas e jovens nos obriga a correr atrás do prejuízo. Por conta disso fazemos verdadeiras loucuras para nos mantermos magras e lindas. E muitas vezes perdemos completamente o controle. Quando vemos, já estamos obesas! Muito além de problemas estéticos e de auto-estima (não menos importantes), a obesidade compromete a saúde da mulher como um todo. Vários problemas sérios, como hipertensão arterial, diabetes, doenças do coração, aumento de colesterol, apnéia do sono e osteoartrose são mais prevalentes nos obesos. Além disso, a mulher obesa está mais sujeita a problemas ginecológicos, como Síndrome dos Ovários Policísticos, Diabetes Gestacional e Hipertensão Gestacional, além de um aumento da morbidade materna e fetal durante a gestação.
Para saber se você está no grupo de risco, existe uma conta muito simples e muito conhecida: trata-se do cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal). Você divide o seu peso (em kg) pela sua altura ao quadrado (em metros). É considerado normal o IMC entre 18,5-24,9. Entre 25 e 29,9, pré-obeso. Entre 30-34,9, obesidade grau 1; 35-39,9, obesidade grau 2 e acima de 40, obesidade grau 3. O grau de obesidade está diretamente relacionado com risco de complicações. Um problema desse cálculo é que o IMC não distingue massa magra de massa gordurosa, podendo superestimar o grau de obesidade em pessoas muito musculosas. Para uma melhor avaliação do grau de adiposidade, existe um exame que se chama bio-impedância, que precisa a porcentagem de gordura do corpo. Acima de 33% de gordura, se define como obesidade.
Outro dado muito importante da adiposidade é a sua disposição. Sabe-se, atualmente, que o excesso de gordura localizado na região abdominal, também chamado de gordura central, ou “em maçã”, está mais relacionado a complicações metabólicas e cardiovasculares do que a gordura de distribuição na região dos quadris, ou obesidade periférica, ou “em pêra”, mais comum nas mulheres. Para isso, existe o cálculo da relação cintura-quadril, onde se divide o valor da medida da cintura pela do quadril. Índices maiores que 0,85 em mulheres definem distribuição central de gordura. Mais recentemente, a medida isolada da circunferência da cintura tem mostrado ser suficiente para estabelecer risco, sendo considerado 80 cm o valor normal para mulheres.
Obviamente, nós mulheres, quando estamos obesas queremos logo emagrecer, geralmente motivadas pela estética. Queremos voltar a vestir aquela calça 38. Queremos resgatar nossa auto-estima. Mas antes disso, precisamos resgatar nossa saúde e nosso bem-estar. O objetivo não deve ser só perder peso, mas mantê-lo posteriormente. Perder peso é muito fácil: duro mesmo é nos mantermos magras. Isso sim é desafio. Então vamos lá! Em primeiro lugar, do ponto de vista metabólico, perdas de 5 a 10 % do peso corporal podem melhorar em muito a pressão arterial, as alterações de colesterol e triglicérides, o diabetes e o número de apnéias durante o sono. É muito importante estabelecer metas atingíveis, com expectativas realistas, para não gerar frustrações e a sensação de que o tratamento não está funcionando. Além disso, o tratamento não se restringe a perda de peso isoladamente, mas a mudanças dos hábitos de vida, incorporando treinamento físico e dieta balanceada como rotina no dia-a-dia.
Primeiro passo: dieta. Eu sei.... não é nada fácil.... a longo prazo, manter uma dieta muito restritiva pode ser impossível! Comece fazendo um diário alimentar. Anote tudo o que comer: os horários, os fatores emocionais relacionados (aquela caixa de bombom que você comeu após brigar com o namorado), os períodos de jejum e as compulsões, como ir à geladeira de madrugada e comer tudo que tinha lá dentro. Com o diário, seu médico pode identificar os erros e acertos alimentares, e ajudar na escolha da melhor medicação. Uma nutricionista vai ajudá-la a montar um cardápio especial, mas como regra geral a dieta deve ser pobre em gorduras e rica em fibras, como frutas e vegetais. Não abra mão da nutricionista.
Segundo passo: avaliação comportamental. Que?! Isso mesmo, ver como você anda se comportando frente ao tratamento e sua relação com a comida. Deve-se avaliar sua motivação, desajustes alimentares, como comer muito rápido, compulsões alimentares, hábitos noturnos, ou até mesmo transtornos alimentares, como bulimia nervosa, além de avaliar o grau de atividade física espontânea, como o aumento de caminhadas, o uso de escada ao invés do elevador, a redução do uso do automóvel, etc. O médico identifica os problemas e propõe as mudanças necessárias. Nesse passo, a ajuda de um psicólogo pode ser fundamental.
Terceiro passo: atividade física supervisionada. Aqui os exercícios aeróbicos, que proporcionam uma maior queima calórica, devem entrar em ação. Escolha o seu preferido: vale nadar, correr, caminhar, dançar, fazer bike, boxe ou outra luta. Não importa. O importante é mexer o corpo, numa freqüência regular de 4 vezes por semana. Aos poucos você vai se apaixonar por esporte e não vai mais conseguir viver sem se exercitar. Procure uma boa academia ou um personal trainer.
Quarto passo: medicamentos. Muitas pessoas querem pular direto para esse passo. Querem milagrosamente tomar uma medicação que as deixem magras o mais rápido possível. Mas isso não é o ideal. Existem várias classes de medicações usadas como adjuvantes no tratamento da obesidade, nenhuma delas sem efeitos colaterais. Existem três grupos básicos: os anorexígenos de ação central, os termogênicos e os que alteram a absorção de nutrientes. Devem ser usados quando houver falha no tratamento não-farmacológico; só o seu médico pode decidir qual a melhor opção para você. Não é à toa que essas medicações são de venda controlada, por isso, não tome sem prescrição. Só porque funcionou para sua vizinha não quer dizer que também está indicado para você. Cada paciente deve ser avaliado e acompanhado individualmente. E muito cuidado com as fórmulas para emagrecer! Elas são muito mais nocivas que benéficas, e médicos sérios geralmente não prescrevem esse tipo de medicação.
E quanto às cirurgias para reduzir o estômago? Claro, são opções na obesidade mórbida, mas como são cirurgias muito invasivas, reservam-se para casos graves.
Concluindo, a obesidade é o nosso vilão do século XXI. Devemos ser vigilantes a todo tempo. A prevenção é o melhor remédio. Por isso, priorize os horários de suas refeições, faça desse tempo um momento de cuidado próprio, procure ler e se inteirar sobre nutrição, enfim, coma com prazer e moderação e sinta no dia a dia os benefícios de comer bem. Ame fazer esportes, exercite-se, seja ativa, coloque a preguiça para escanteio! Em vez de ver novelas, vá para uma academia! Tenha corpo e mente saudável e viva mais e melhor!
Fonte:http://draflaviaaguiar.blogspot.com/2008/03/obesidade-e-sade-da-mulher.html

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Queda de cabelo e calvície nas mulheres


A queixa feminina mais freqüente no consultório dermatológico é relativa à queda de cabelos. Não há desespero maior para as mulheres do que observar fios no travesseiro, banho ou escova, além da diminuição progressiva e gradual dos cabelos.

Este é o ponto de partida rara um ciclo vicioso: quanto mais cabelo cai maior desespero e maior queda. As pessoas ficam atormentadas, com o pensamento fixo no problema, levando-as a níveis insuportáveis de estress.

Na realidade, o cabelo é considerado um anexo cutâneo formado no folículo pilo sebáceo que se localiza na derme, a parte profunda da pele. Existem cerca de 150.000 fios de cabelo no couro cabeludo, apresentando um crescimento em torno de um centímetro por mês. Sua renovação dá-se constantemente, num ciclo contínuo que alterna atividade e crescimento, com repouso e queda. Em geral, 90% dos cabelos estão na fase de crescimento, enquanto os 10% restantes ficam em repouso, preparando-se para cair, quando são, automaticamente, repostos seguindo esse ciclo até o fim da vida.

Vale lembrar que alterações ocorrem no organismo, dos mais diversos tipos, e que podem comprometer esse ritmo, provocando mudanças na sua proporcionalidade, com perda exagerada dos fios.

Muitas vezes, esse tipo de anomalia surge após um regime violento, uma cirurgia, estresse excessivo, uso de medicamentos, parto ou mesmo a parada da pílula anticoncepcional, por exemplo. Geralmente, a queda ocorre três meses após o evento, dificultando o diagnóstico.

Outro relato, a exemplo da recente evidência descrita por especialista americano que a denominou de eflúvio telógeno crônico, registra a perda crônica de fios de cabelo em mulheres de trinta a sessenta anos, sem um motivo aparente. No estudo, essas mulheres parecem estar mais sensíveis à queda de cabelo do que a população normal. Mas, o motivo desencadeante desse processo pode estar associado a algum grau de anemia que muitas vezes é clinicamente inaparente.

Nesse caso, a dermatologista aconselha às mulheres, com perda crônica de cabelos e sem motivo aparente, que procedem a uma chegada dos níveis de hemoglobina e ferro, além de corrigirem dietas inadequadas. Aquelas que forem vegetarianas ou macrobióticas ou permanecerem em regimes constantes, terão necessariamente que complementar a sua dieta.

Outro motivo que aponta freqüente fator de queda de cabelo crônica relacionase a alterações da tiróide, principalmente o hipotiroidismo.

Calvície feminina: diagnóstico preciso através da biópsia

O dado relevante no que se refere à queda de cabelo feminino é o fato de as mulheres estarem ficando mais calvas. O cabelo da mulher vai progressivamente afinando, deixando a risca aparecer e dificultando o penteado, porque o couro cabeludo fica mais evidenciado. É diferente dos homens, pois elas não desenvolvem as entradas nem a coroa de padre.

Além da calvície comum, as mulheres podem ter distúrbios hormonais, como ovário policístico, hiperplasia da glândula supra - renal e tumores de ovário e adrenal, bem como apresentam o desenvolvimento de acne, aumento de pêlos e obesidade.

Nesse exame a contagem específica dos tipos de fios para a avaliação da calvície, possibilitando que se inicie um tratamento específico, o que hoje é perfeitamente viável para se tratar à calvície. Vários tratamentos estão sendo realizados com o uso de antiandrógenos, minoxidil, vitaminas etc— porém a correção adequada desses distúrbios começa pela dosagem dos hormônios específicos. A biópsia do couro cabeludo é a maneira mais fácil e adequada de diagnosticar a calvície feminina.

Vale lembrar que prevenir é o melhor remédio!

leia mais em http://www.denisesteiner.com.br

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A "Falta de Prazer " nas mulheres


A queixa sexual mais freqüente entre as mulheres é a "falta de prazer". Essa afirmação pode estar expressando vários problemas diferentes, tais como: falta de desejo sexual, falta de excitação, dor à penetração, dificuldade em obter o orgasmo, etc.

Nesse texto, abordamos sobre a dificuldade das mulheres em obter orgasmo. A chamada disfunção orgásmica se caracteriza pelo atraso ou ausência constante do orgasmo, mesmo havendo desejo e excitação durante o ato sexual. Essa disfunção pode ser superada através de alguns cuidados pessoais e conjugais, os quais orientamos a seguir.


• Conhecer o próprio corpo - muitas mulheres iniciam a atividade sexual (e assim permanecem) sem saber em quais pontos do seu corpo preferem ser tocadas e de que maneira estes "carinhos" podem se tornar mais agradáveis. Com a prática da masturbação, as mulheres podem descobrir suas preferências e, então ensiná-las ao parceiro, evitando a falta de objetividade necessária (dela e do parceiro) para atingirem o orgasmo.


• Evitar sentimentos de ansiedade e raiva em relação ao parceiro - problemas e mal entendidos devem ser dialogados pelo casal. Através de conversas (francas e abertas) evita-se a cronificação do desentendimento.


• Diferenciar preconceitos (idéias erradas) de informações comprovadas por especialistas - mitos e preconceitos que envolvem a sexualidade feminina podem dificultar o prazer sexual. Por exemplo, muitas mulheres sentem intensa satisfação ao serem tocadas na região do clitóris, mas - não considerando o orgasmo clitoridiano (no clitóris) como "o ideal" - buscam o vaginal (dentro da vagina). Além desse último ser mais difícil de se obter, a tentativa do orgasmo na vagina inviabiliza, para essas mulheres, a satisfação com o orgasmo possível (clitoridiano).


• Evitar ou procurar ajuda para modificar certas situações existenciais - fadiga, conflitos conjugais, falta de atração pelo parceiro, depressão, entre outros podem causar a disfunção orgásmica.

Previne-se a disfunção orgásmica feminina, fundamentalmente, através de atenção, afeto e intimidade com o seu próprio corpo e com o seu parceiro. Cada mulher tem a sua maneira de chegar ao seu prazer. Conhecer e comunicar são o que fazem a diferença.

Fonte http://www.portaldasexualidade.com.br

terça-feira, 20 de maio de 2008

E o que são os miomas,enfim????


Miomas (também conhecidos por fibromas ou leiomiomas) são tumores sólidos benignos formados por tecido muscular. De acordo com a região do útero acometida, existem quatro tipos diferentes de miomas: subserosos, intramurais, submucosos e pendulados. Seu tamanho pode variar bastante e alguns provocam aumento grande do abdômen. Mulheres negras são mais vulneráveis ao desenvolvimento de miomas.

Tratamento
Os casos de mioma que não apresentam sintomas importantes não exigem tratamento imediato, mas devem ser acompanhados regularmente.
Para a mulher que se aproxima da menopausa, o tratamento medicamentoso para bloquear a produção de estrógeno é o mais indicado. Essa técnica também facilita a remoção cirúrgica do tumor porque a supressão da função ovariana pelo hormônio ajuda a diminuir o tamanho dos miomas.
Pode-se, ainda, recorrer a técnicas cirúrgicas como a histerectomia (retirada do útero) e a miomectomia (retirada do mioma) por via vaginal ou cirúrgica.
A embolização é uma técnica moderna de tratamento que apresenta bons resultados: através da artéria femural, partículas impactantes são introduzidas na circulação para interromper o fluxo de sangue que nutre o mioma.

Causas
Não há uma única causa para o aparecimento dos miomas. Sabe-se que estão associados principalmente à produção de estrógeno, embora uma parcela seja sensível à ação da progesterona, e que sua incidência diminui depois da menopausa.

Sintomas
Alguns miomas são assintomáticos. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são:
•Aumento abundante do fluxo menstrual;
•Aumento do volume do abdômen;
•Dor;
•Anemia;
•Infertilidade;
•Abortamentos;
•Compressão sobre a bexiga e intestino, provocando desconforto urinário e gastrintestinal.

Recomendações
•Consulte seu ginecologista regularmente. Nas consultas de rotina, muitos casos de miomas podem ser diagnosticados;
•Pratique exercícios físicos, pois eles ajudam a diminuir os níveis de estrógeno no organismo e, conseqüentemente, o desenvolvimento de miomas;
•Procure levar vida saudável. Não fume, beba com moderação, controle o peso corpóreo.

Diagnósticos
O diagnóstico pode ser feito levantando o histórico da paciente e pelo toque vaginal. Exames de imagem, como o ultra-som e a ressonância magnética, também são importantes para o diagnóstico.
http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=71

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Corrimento Vaginal


Corrimento Vaginal

A secreção vaginal normal é clara, fluida e sem cheiro. Sua quantidade varia durante o ciclo menstrual (próximo à ovulação o corrimento é mais viscoso e em maior quantidade) e no período de excitação sexual que antecede as relações sexuais.

Corrimento vaginal, ou leucorréia, é definido como a presença de uma secreção aumentada na vagina com características diferentes da normal. Mais freqüentemente, o corrimento vaginal ocorre quando há desequilíbrio entre os diferentes microorganismos que habitualmente se encontram na vagina (bactérias e fungos) causando uma inflamação da vagina (vaginite). O corrimento anormal geralmente está associado a sintomas como irritação local, coceira, odor desagradável e dor durante as relações sexuais.

É um dos mais comuns e mais irritantes problemas que afeta a saúde da mulher e é uma das causas mais freqüentes de visita ao médico ginecologista e ocorre em cerca de 1/3 das mulheres pelo menos uma vez na vida.

As causas mais freqüentes dos corrimentos vaginais são a vaginose bacteriana, a candidíase e a trichomoníase. Quando o corrimento alterado provém de uma infecção do colo do útero (cervicite) as causas mais prováveis são a gonorréia e a infecção por clamydia.

Candidíase vaginal

É causada por fungos que se proliferam em situações favoráveis, como por exemplo nas alterações do meio vaginal que podem estar associadas ao uso da pílula, diafragma, dispositivo intra-uterino, à diabetes, à gravidez e à ingestão recente de antibióticos.
O corrimento típico na candidíase é espesso, de cor branca (aspecto de coalho), sem cheiro e acompanhado de inflamação das paredes vaginais que ficam muito irritadas. O principal sintoma é a coceira intensa e, as vezes há ardor local.

Vaginose bacteriana

É causado por uma bactéria (Gardnerella vaginalis). Este o corrimento é fino, de cor branco-amarelada e com um cheiro característico a peixe que se intensifica após as relações sexuais.

Trichomoníase

É uma infecção causada por um parasita (Trichomonas vaginalis) que é transmitido por contato sexual.
O corrimento na trichomoníase é abundante, de cor branco-acinzentado. Normalmente causa uma irritação vaginal que pode estar acompanhada por prurido. Em algumas mulheres a infecção pode ser assintomática.

Há alguns fatores que podem facilitar o aparecimento do corrimento vaginal. O meio vaginal normal tem uma acidez própria que ajuda a manter o equilíbrio entre os diferentes microrganismos que colonizam habitualmente a vagina. A alteração deste equilíbrio ou a entrada de microrganismos estranhos por contágio sexual leva à inflamação da vagina com alteração das suas secreções normais.

Alguns fatores que podem alterar o equilíbrio da flora vaginal são: stress, freqüência de relações sexuais, antibióticos, duchas vaginais, uso de anticoncepcionais hormonais, uso de roupas apertadas, alterações hormonais do ciclo menstrual, da gravidez e da menopausa, higiene inadequada, etc.

O diagnóstico do corrimentos baseia-se nos sinais e sintomas clínicos e é auxiliado pelo exame ginecológico. Muitas vezes as características do corrimento não permitem o diagnóstico exato do tipo de corrimento e o ginecologista pode solicitar um exame laboratorial do corrimento ou lançar mão de um creme vaginal que apresente um amplo espectro de ação.

O tratamento dos corrimentos vaginais depende do seu tipo. Pode-se utilizar antibióticos, anti fúngicos ou antiparasitários, que podem ser administrados por via oral (comprimidos tomados pela boca) ou através de aplicações locais na vagina (cremes, óvulos ou comprimidos vaginais).

Nos casos de corrimentos causados por trichomonas é importante que se trate o parceiro sexual também. Além disso recomenda-se alguns cuidados como evitar duchas vaginais, evitar roupas justas e roupas íntimas de tecido sintético, não abusar dos tampões vaginais e absorventes íntimos, etc.

http://www.solvayfarma.com.br

domingo, 18 de maio de 2008

Infertilidade -Entrevista


Do aparelho reprodutor feminino fazem parte a vagina, o útero, as tubas uterinas e os dois ovários, onde são produzidos os óvulos e os hormônios estradiol e progesterona. Enquanto os homens produzem milhões e milhões de espermatozóides ao longo da vida, salvo raríssimas exceções, as mulheres investem tudo na produção de um único óvulo por mês. Essa célula será disputada pelos espermatozóides que, depositados na vagina, terão de atravessar o colo do útero e percorrê-lo inteiro até alcançar as trompas onde se dará a fecundação pelo que for mais veloz e mais apto.
Mais ou menos cinco dias depois, o óvulo fecundado é empurrado pelas trompas e, como se estivesse escorregando num tobogã, chega ao útero onde se fixa. Só então começa a desenvolver-se. Esse processo está sujeito a muitos erros, tanto que grande número de fecundações termina num abortamento espontâneo depois de pequeno atraso menstrual que passa despercebido.
A gravidez pode acontecer quando menos se espera. Em alguns casos, porém, quanto mais o casal a deseja, parece mais difícil de acontecer.
Antigamente se acreditava que as causas da infertilidade eram exclusivamente femininas. Hoje se sabe que elas podem ser atribuídas também aos homens e à associação de dificuldades dos dois parceiros.
Entrevista

Dicas para prevenção do Câncer de Mama


No início do século passado, a maioria das mulheres casava por volta dos 15 anos, antes mesmo da primeira menstruação e, tão logo esta ocorria, engravidavam. No decorrer da vida reprodutiva, tinham vários filhos que amamentavam por longos períodos, diminuindo, assim, sensivelmente o número de episódios menstruais que tinham durante toda a vida.
Hoje, não é raro encontrar meninas que menstruam aos 11 ou 12 anos, a menopausa é cada vez mais tardia e o número de filhos, muito menor. Isso torna as mulheres mais vulneráveis à ação dos hormônios femininos, o estrógeno e a progesterona, que exercem impacto importante no aparecimento do câncer de mama, doença diagnosticada atualmente em mulheres cada vez mais jovens e cuja incidência tem aumentado significativamente nas últimas décadas.

Dieta com baixo teor de gordura animal e exercícios físicos regulares podem ajudar na prevenção do câncer de mama.
Atualize-se

quinta-feira, 15 de maio de 2008

HPV desvendando os mitos


O que é HPV?

Os papilomavírus humanos (HPV) são vírus da família Papovaviridae ,capazes de induzir lesões de pele ou mucosa, as quais mostram um crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente. Existem mais de 200 subtipos diferentes de HPV, entretanto, somente os subtipos de alto risco estão relacionados a tumores malignos.


Quais os tipos de HPV com risco de câncer?

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Qual a diferença entre Menopausa e Climatério?



Climatério e menopausa não são sinônimos. Climatério é uma fase de limites imprecisos na vida feminina; compreende a transição do período reprodutivo para o não reprodutivo. Menopausa, ao contrário, tem data para começar: a da última menstruação da vida.Enquanto o homem espalha centenas de milhões de espermatozóides a cada ejaculação, a mulher investe toda a energia na produção de um único óvulo por mês. Todos os óvulos que produzirá terão sua origem em células germinativas (ou folículos) dos ovários já presentes no instante do nascimento. As meninas nascem com um a dois milhões dessas células germinativas.Em cada ciclo menstrual um comando hormonal complexo recruta um grupo de folículos para produzir o óvulo daquele mês. Os que perderem a oportunidade enfrentarão a impiedosa seleção natural, e morrerão. Por causa dessa competição, quando chegar a primeira menstruação, o número de folículos estará reduzido a cerca de 400 mil.Os folículos em luta para formar óvulos são os principais produtores dos hormônios sexuais que fazem a fama das mulheres. O folículo é a unidade funcional do ovário. Mulher nenhuma é capaz de formar novos folículos para repor os que se foram. Quando morrem os últimos deles, os ovários entram em falência e as concentrações de estrogênio e progesterona caem irreversivelmente.De cada quatro mulheres, pelo menos três experimentam sintomas desagradáveis no climatério. As ondas de calor resultantes de sintomas vasomotores são os mais típicos; estão presentes em 60% a 75% das mulheres. Surgem inesperadamente como crises de calor sufocante no tórax, pescoço e face, muitas vezes acompanhadas de rubor no rosto (a temperatura da pele chega a subir cinco graus), sudorese (que pode ser profusa), palpitações e ansiedade. As crises geralmente duram de um a cinco minutos e podem repetir-se diversas vezes por dia.A queda dos níveis dos hormônios sexuais altera a consistência do revestimento da vagina, da uretra e das fibras do tecido conjuntivo que conferem sustentação à mucosa dessas regiões. Podem surgir incontinência urinária, ardência à micção, facilidade para adquirir infecções urinárias e corrimentos ginecológicos. Os músculos que formam o assoalho responsável pela sustentação dos órgãos genitais e bexiga urinária enfraquecem e podem surgir prolapsos (útero e bexiga caídos). Os pêlos pubianos ficam mais ralos, os grandes lábios mais finos, a mucosa vaginal perde elasticidade e flexibilidade podendo sangrar e doer à penetração. Diminuição da resposta à estimulação clitoriana, secura vaginal e redução da libido são queixas freqüentes. A fisiologia do orgasmo, no entanto, não é alterada.A falta de estrogênio resseca e torna a pele mais fina, enrugada, menos elástica e as unhas frágeis. Os pelos pubianos e axilares se tornam mais ralos. O colágeno da derma mais profunda começa a ser perdido a uma velocidade média de 2% ao ano, durante os 10 primeiros anos de menopausa.Ricas em receptores para estrogênio e progesterona, as células das glândulas mamárias se hipotrofiam com a falta desses hormônios. O espaço deixado entre elas é substituído por tecido gorduroso. As mamas se tornam mais flácidas, o mamilo fica mais achatado e perde parcialmente capacidade de ereção.A partir da menopausa, 1% a 4% da massa óssea é reduzida a cada ano que passa. A perda é mais sentida nas vértebras e nas extremidades dos ossos longos. Mulheres de raça branca ou amarela, baixa estatura, peso corpóreo baixo e com história familiar de osteoporose são mais suscetíveis. Além desses, há fatores evitáveis que aumentam o risco de perda óssea: dietas pobre em cálcio, com excesso de vitamina D, ingestão exagerada de cafeína, de álcool, tabagismo, vida sedentária e o uso de certos medicamentos. Através de mecanismos mal conhecidos, menor produção de estrogênio modifica os níveis de dopamina, noradrenalina e serotonina em certas áreas do sistema nervoso central. Como conseqüência, as mulheres no climatério estão sujeitas a quadros depressivos, dificuldade de memorização, irritabilidade, melancolia, crises de choro, humor flutuante e labilidade emocional.Mulheres de 45 a 55 anos, que ainda menstruam, apresentam apenas um terço das doenças cardiovasculares dos homens nessa faixa etária. A chegada da menopausa aumenta gradualmente a incidência dessas enfermidades no sexo feminino, até igualar-se a dos homens ao redor dos 70 anos.http://drauziovarella.ig.com.br/artigos/cmenopausa.asp

terça-feira, 13 de maio de 2008

síndrome dos ovários policísticos


Hoje, quase todas as mulheres são submetidas ao exame de ultra-som ginecológico em alguma fase da vida. Esse procedimento permitiu identificar vários cistos nos ovários em 20% a 30% delas. São os ovários policísticos.Na maior parte dos casos, porém, esses cistos não têm nenhuma importância fisiológica, não modificam nada no corpo da mulher. Entretanto, ao redor de 10% deles, os ovários policísticos estão associados a outros sintomas, principalmente a alterações menstruais, geralmente a longos intervalos, às vezes até de meses, entre dois ciclos menstruais.Os ovários policísticos podem estar associados, ainda, ao aparecimento de pêlos no corpo, de acne e da obesidade. É esse conjunto de manifestações que caracteriza a síndrome dos ovários policísticos.Fazem parte do aparelho reprodutor feminino o útero que através do colo desemboca na vagina, as trompas, ou tubas uterinas, uma de cada lado do útero e os ovários com formato semelhante ao de duas pequenas ameixas. O ovário policístico é constituído por tecido normal, embora possua pequenos cistos, em geral ao redor de dez.
A mulher menstrua a cada dois ou três meses e, freqüentemente, tem apenas dois ou três episódios de menstruação por ano. Outro sintoma é o hirsutismo, ou seja, o aumento de pêlos no rosto, nos seios e na região mediana do abdômen. A obesidade também é um sintoma freqüente. Na verdade, a obesidade piora a síndrome. Às vezes, a paciente não tem as manifestações sintomáticas, mas engorda e elas aparecem.
Em geral, ela aparece entre os 20 e os 30 anos. Calcula-se que entre 20% e 30% das mulheres tenham ovário policístico, mas que apenas de 5% a 10% delas manifestem a síndrome. As outras são assintomáticas. Menstruam normalmente, têm filhos e não apresentam os outros sintomas. Um dia, porém, fazem um ultra-som e descobrem que possuem ovários policísticos.A primeira reação é de medo. –“ Será que tenho alguma coisa grave, doutor?” – Na maior parte dos casos, não há por que se preocupar. Trata-se apenas de uma característica dessa mulher como a da cor de seus olhos.
Menstruações espaçadas são a principal característica dessas alterações. Mulher com ovários policísticos tem apenas dois, três ou quatro episódios menstruais por ano. Embora o número excessivo de menstruações não seja indicativo de ovários policísticos, vez ou outra, isso pode acontecer.

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Beleza é

''Não há beleza perfeita que não contenha algo de estranho nas suas proporções.'' Francis Bacon



''Não existem mulheres feias, só existem aquelas que não sabem fazer-se belas.'' La Bruyére



''Só a Deus pertence a faculdade de pautar a beleza absoluta.'' Albrecht Durer


''Não há nada de tão belo como aproximarmo-nos da Divindade e espalhar os seus raios pela raça humana.'' Beethoven



''A definição de belo é fácil: é aquilo que desespera.'' Paul Valéry


''A beleza não passa de uma promessa da felicidade.''
Sthendal


''Beleza é a forma que o amor dá às coisas.''
Ernest Hello


''A Juventude é uma conquista da maturidade.''
Jean Cocteau, poeta e cineasta


''Beleza é poder e sua arma é o sorriso.''
Charles Reade


''Beleza! Onde está tua verdade?''
William Shakespeare


''Alguém disse que a beleza é uma promessa da felicidade, mas nunca ninguém garantiu que ela tivesse sido cumprida.'' Paul-Jean Toulet




''Não existe melhor cosmético para a beleza que a felicidade.'' Condessa de Blessington



''Beleza, presente de um dia que o Céu nos oferece''. Lamartine

Sobre a endometriose


A doença é caracterizada pela presença de tecido, semelhante ao endométrio, fora do útero. O endométrio é o tecido que descama ao final do ciclo menstrual, caracterizando a menstruação. Na Endometriose este tecido reflui através das trompas e se implanta dentro da cavidade pélvica.

O principal sintoma é a dismenorréia, ou seja, dor em forma de cólica durante o período menstrual. Com freqüência, essas cólicas podem ser progressivas, por vezes se tornam incapacitantes. A dor durante as relações sexuais também é freqüente. A doença pode se manifestar por meio da dificuldade de engravidar. A infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com Endometriose. Além disso, a paciente pode apresentar dores fora da menstruação, alterações intestinais ou urinárias durante o fluxo menstrual.

A doença pode surgir desde a primeira até a última menstruação. Assim, costuma-se dizer que a Endometriose pode ser controlada, caso seja muito bem tratada.
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